Em Guarapuava, no Residencial 2000, o que parecia rotina virou perseguição, confronto armado e uma operação de buscas que atravessou a noite da quarta-feira, 26 de agosto de 2026. Diferentes equipes do 16º Batalhão de Polícia Militar foram jogadas no mesmo cenário. O que se segue é a versão apresentada pela corporação — e o que, até agora, ainda não foi resolvido.
Por volta das 16h30, na Rua dos Nutricionistas, a polícia abordava transeuntes. Nada fora do script. Até o motorista de um Hyundai i30 preto perceber a viatura se aproximando.
Segundo a PM, ele engatou a ré e disparou. Alta velocidade. A manobra, no relato policial, quase atingiu crianças que brincavam ali. Moradores no caminho. Um segundo que separa o cotidiano de um acidente.
A polícia diz que aquele carro já carregava um sinal: estaria sendo usado por um homem foragido do sistema penitenciário, com três mandados de prisão em aberto. Diante da fuga, as equipes iniciaram o que chamam de acompanhamento tático.
O i30 não resistiu ao cerco. Foi abandonado num acesso à mata. Dois homens saltaram e correram a pé. Conforme a PM, os dois carregavam objetos semelhantes a armas de fogo.
Foi ali que a tarde deixou de ser perseguição e virou confronto.
Um dos suspeitos — apontado pelas equipes como o foragido — teria atirado contra os policiais. A corporação afirma que, diante da agressão armada, reagiu para proteger a própria equipe e quem estivesse por perto. Não há, no relato divulgado, o número de disparos, o calibre, nem se houve feridos. Há apenas a afirmação: houve troca de tiros.
O reforço chegou. Rádio Patrulha, Comando do Policiamento de Unidade, Choque, Canil. O cerco se fechou sobre o bairro. Os dois homens se separaram.
Depois das diligências, um deles foi encontrado numa praça distante do ponto inicial. Segundo a PM, resistiu com socos e chutes. Tentou tomar a arma de um policial. A corporação diz ter usado força moderada e progressiva para contê-lo. Ele foi preso.
No caminho da fuga, moradores apontaram o que o suspeito teria tentado jogar fora. As equipes vasculharam a via e acharam, dentro de um bueiro, um celular destruído. O aparelho foi apreendido. Vai para a investigação. O que havia nele, a polícia ainda não disse.
O outro homem — o que a PM aponta como foragido — sumiu na mata.
Montaram cerco. Fizeram varredura. Até o momento em que a corporação divulgou as informações, ele não havia sido encontrado.
O preso e o celular danificado seguiram para a Central de Flagrantes de Guarapuava. Lá, as medidas de Polícia Judiciária. Do outro lado, a mata continua. E um homem com três mandados, se a versão policial se confirmar, segue em algum ponto dela.
A tarde começou com abordagem. Terminou com um preso, um telefone no esgoto e uma pergunta em aberto: onde está o outro?
