Na próxima sexta-feira, 31 de março de 2026, a Catedral Nossa Senhora de Belém, em Guarapuava, vai receber uma das celebrações mais simbólicas da Semana Santa: a Missa dos Santos Óleos. A cerimônia, que começa às 19h, não é apenas mais um evento religioso, mas um marco de unidade e compromisso da Diocese com a fé e a missão cristã.
Presidida pelo bispo Dom Amilton Manoel da Silva, a missa é o momento em que, de forma simbólica e litúrgica, os óleos sagrados — fundamentais para a celebração de sacramentos ao longo do ano — são consagrados. São três óleos: o Óleo dos Catecúmenos, o Óleo dos Enfermos e o Santo Crisma. Cada um com um propósito, mas todos carregando a mesma força espiritual.
O Óleo dos Catecúmenos é o primeiro sinal de força e proteção para quem inicia sua caminhada no Batismo, preparando a alma para a jornada cristã. O Óleo dos Enfermos, por sua vez, leva consolo e fé aos que sofrem, sendo utilizado na Unção dos Enfermos, um dos sacramentos mais poderosos de cura e renovação espiritual. E o Santo Crisma, aquele que simboliza a presença do Espírito Santo e a missão divina, é usado em momentos decisivos: Batismo, Crisma e Ordenação sacerdotal.
A Missa dos Santos Óleos é muito mais do que uma simples cerimônia religiosa. Ela representa comunhão, união e identidade. Não só entre os sacerdotes, mas entre todos aqueles que fazem parte dessa Igreja particular. Um lembrete de que, apesar das crises, a fé continua sendo um elo forte e real, capaz de unir, renovar e transformar.
Porque, no fim das contas, a religião — mesmo em tempos tão polarizados — ainda é um reflexo das nossas necessidades mais profundas.
Uma celebração como essa, longe de ser um ato isolado, é um convite à reflexão: estamos realmente unidos como sociedade?
Somos capazes de caminhar juntos, apesar das diferenças? E, acima de tudo, será que ainda conseguimos ouvir as mensagens mais simples e verdadeiras que a vida, e a fé, têm a nos oferecer?
A Missa dos Santos Óleos é a resposta a todas essas perguntas — uma vez mais. E que assim seja.
Roberto Lobo, com informações de Jorge Teles e fotos > Mauricio Toczek

