Mesmo com uma agenda exaustiva, dividindo seu tempo entre atendimentos de emergência como cardiologista e o trabalho na Câmara, o médico e vereador Dr. Rodrigo Crema parou para olhar de perto um problema que pode afetar a vida de milhares de pessoas em Guarapuava e região.
Os técnicos e auxiliares de enfermagem do Hospital Regional estão à beira de uma paralisação. Contratados por uma empresa terceirizada, esses profissionais — responsáveis pelo funcionamento diário do hospital — recebem apenas R$ 1.703 reais. Valor abaixo do salário mínimo do Paraná.
Enquanto isso, o piso salarial nacional do técnico de enfermagem é de R$ 3.325 reais.
Dr. Crema, que integra a comissão criada na Câmara Municipal para acompanhar o caso, foi direto ao ponto:
“O Hospital Regional tem cumprido um papel fundamental. Cirurgias que estavam represadas estão sendo feitas, o ambulatório cresce, a enfermaria e a UTI recebem cada vez mais pacientes. Esse hospital não pode parar.”
E completou com firmeza:
“Não é aceitável que o profissional que é o motor do hospital — que trabalha na UTI, no pós-operatório, que cuida de pacientes em estado grave durante a madrugada — receba menos do que um salário mínimo. Isso não é justo.”
Segundo o vereador, a empresa SIS teria se comprometido a pagar a diferença para completar o piso após três meses, via PIX. Porém, profissionais que já passaram desse prazo afirmam que não receberam o valor combinado nem obtiveram respostas claras.
Diante da situação, o risco de greve é real. E uma paralisação no Hospital Regional teria consequências graves para toda a região.
Dr. Crema fez então um apelo direto aos colegas da Câmara:
“Precisamos que todos os vereadores e vereadoras se engajem nesta causa. Não podemos deixar essa luta apenas na comissão. É necessário fazer ponte com os deputados estaduais, com o governador, com a SESA e com a FUNEAS. O acordo não está sendo cumprido. Os funcionários precisam de respostas concretas.”
O médico e vereador, que acompanha diariamente as dificuldades da saúde pública, reforçou que o momento exige responsabilidade de todos os representantes do povo.
Guarapuava não pode correr o risco de ver seu principal hospital comprometido por uma questão que poderia — e deveria — ser resolvida com diálogo e cumprimento de acordos.