Enquanto as APAEs de todo o Brasil se preparam para um aperto financeiro histórico, determinado por um decreto do Governo Federal, uma cena diferente se desenrola em Pitanga. O prefeito da cidade moveu-se nos bastidores da administração municipal e localizou a chave para destravar um auxílio vital para a entidade: recursos próximos de meio milhão de reais, parados desde 2022, que começam a ser liberados agora.
A medida surge como um contraponto local a uma determinação nacional. O Decreto nº 12.686/2025, amplamente criticado por entidades do setor, ameaça restringir o papel de instituições especializadas como a APAE ao priorizar o atendimento em escolas regulares. Diante de um cenário que prenuncia um "prejuízo enorme" para a rede, a administração municipal partiu para a ação prática.
"Contra o decreto federal, somos impotentes. Mas dentro do nosso orçamento, temos obrigação de agir", afirmou o prefeito. "Vamos assinar a autorização dessas emendas paralisadas, um valor de quase meio milhão de reais, para que a APAE de Pitanga possa seguir com seu trabalho essencial."
O gesto foi recebido com alívio pela direção da instituição. Albino Pedro Hey Neto, presidente da APAE, ao lado do diretor Jorge Luiz da Rosa, não escondeu a importância da intervenção. "É o que lutamos para conseguir na gestão passada, sem sucesso. Este recurso é crucial, e agradecemos a força política do prefeito em nos apoiar", disse Hey.
A liberação dos valores, acompanhada pelo secretário municipal de Fazenda, Sidenei Roman, foi definida pelo prefeito não como um favor, mas como um reconhecimento. "É respeito a quem trabalha. Estamos investindo no trabalho brilhante que a APAE já faz em Pitanga", concluiu o chefe do executivo.
Enquanto o debate nacional segue, Pitanga mostra que, na prática, a vontade política pode encontrar caminhos. Ação para quem precisa, resultados para quem trabalha.

