FOTO PCPR GUARAPUAVA
Um golpe sofisticado que vinha sendo aplicado em Guarapuava foi interrompido pela Polícia Civil do Paraná (PCPR). Em uma ação planejada e precisa, os agentes prenderam em flagrante uma mulher suspeita de aplicar o conhecido “Golpe do Falso Emprego”, esquema que vem causando prejuízos financeiros e comprometendo a identidade de vítimas em toda a região.
A prisão ocorreu em um coworking no bairro Trianon, no momento em que a suspeita se preparava para conduzir uma nova “entrevista de emprego” fraudulenta.
Como o golpe funcionava
De acordo com as investigações, a mulher abordava pessoas — principalmente por meio de ofertas de emprego em redes sociais — prometendo entrevistas para vagas que, na verdade, não existiam. Com uma postura aparentemente profissional, ela se apresentava como psicóloga responsável pelo processo seletivo, utilizando até nome falso para ganhar a confiança das vítimas.
No encontro, a suspeita coletava dados pessoais e documentos importantes, com destaque para as informações da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Posteriormente, em uma segunda etapa do suposto processo seletivo, era capturada a biometria facial das vítimas — envio de dados que facilitava a utilização das informações por outros membros do grupo criminoso.
Segundo a PCPR, esses dados eram utilizados posteriormente para viabilizar financiamentos fraudulentos de veículos e outros bens em nome das vítimas, gerando enorme prejuízo econômico e risco de comprometimento completo da identidade das pessoas.
Ação policial evitou prejuízos
As forças policiais foram acionadas após relatos de possíveis fraudes e perceberam o padrão do golpe. A atuação preventiva da PCPR, com monitoramento e investigação, possibilitou a interrupção do esquema antes que mais pessoas fossem lesadas.
Durante a abordagem, ficou constatado que outras vítimas já haviam participado das entrevistas falas, todas informando que receberam as propostas de emprego por meio de redes sociais, com promessas atraentes e pouco realistas.
A responsável pela aplicação do golpe foi identificada pelas iniciais A.L.S., 32 anos, natural e residente em Curitiba/PR. Em depoimento, ela admitiu ser a responsável pela coleta dos dados e afirmou ter chegado à cidade naquele mesmo dia com a intenção de aplicar o golpe.
Investigação segue em andamento
A Polícia Civil confirmou que as investigações continuam com o objetivo de identificar outros integrantes da associação criminosa, bem como mapear todas as vítimas que já possam ter sido afetadas pelos golpes.
Autoridades reforçam que esse tipo de crime é altamente organizado e pode causar sérios danos à vida financeira e à segurança pessoal das vítimas, já que os dados coletados podem ser utilizados em operações fraudulentas que vão muito além do momento inicial da entrevista falsa.
Orientações à população
A PCPR orienta a população sobre cuidados essenciais ao buscar oportunidades de emprego:
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Desconfie de ofertas com promessas excessivamente vantajosas ou que não passam por canais oficiais.
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Verifique sempre a existência e reputação da empresa ou agência que está oferecendo a vaga.
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Nunca forneça dados pessoais sensíveis ou autorize captura de biometria sem confirmação da veracidade da oportunidade.
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Procure órgãos de proteção ao consumidor ao receber propostas que levantem dúvidas ou suspeitas.
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