No fim do domingo, enquanto as barracas eram desarmadas sob O SOL que brilhou no domingo , o clima entre os vendedores era de alívio — e de comemoração. Após três dias de programação do Dia do Trabalhador, microempreendedores de lanches e bebidas relataram saldo positivo, apesar da chuva intensa que atingiu a cidade . ( VÍDEO NO INSTA CLIQUE)
A mudança mais sentida, dizem, veio do desenho do evento: o pavilhão de alimentação montado ao lado do palco dos shows locais. A proximidade fez o público circular, em vez de ficar concentrado diante do som, o que costuma travar as vendas nos grandes momentos.
“Antes, o pessoal ficava fixo na arena dos shows; muita gente nem saía para não perder lugar. Agora, com as bandas da cidade e o pavilhão colado no palco, o público girava — comia, bebia — e a gente agradece”, disse Marcelo, que toca o negócio com a esposa, Ju. O vendedor, gaúcho de Porto Alegre, hoje Guarapuavano de coração, conta que há anos sustenta a família com lanches feitos na chapa: “Boa música, gente andando, caixa trabalhando. Deu certo.”
Juliana, do lanche, reforça que a estrutura fez diferença inclusive no pior momento do tempo. “Teve um dia de chuva forte. Mesmo assim, o pavilhão acolheu bem e a festa continuou. Diminuiu o público, claro, mas a gente vendeu. Na Sexta foi uma loucura”, afirmou. Ela aproveitou para agradecer: “Manda meu abraço para a Rosângela, muito simpática, esteve conversando com a gente.”
Outros feirantes ouvidos pela reportagem disseram ter “salvado a semana” — e, em alguns casos, parte do mês — com as vendas no evento. A avaliação comum é que a integração entre palco e praça de alimentação ajudou quem vive do trabalho diário por trás do balcão.
Quando a cidade se reúne para celebrar o trabalho, quem trabalha todos os dias sente o impacto primeiro. Entre lonas, chapas acesas e música ao vivo, o saldo foi de lucro — e de pertencimento.