Foi ao vivo, sem filtro e sem arrependimento. O apresentador Ratinho, Carlos Massa, dono da Rede Massa ( RADIO E TV) e pai do governador Ratinho Júnior (PSD), perdeu completamente a paciência no ar e partiu para a ameaça explícita contra o jornalista Marcos Formighieri, um dos nomes mais afiados do jornalismo do Oeste paranaense.
A frase caiu como um soco: “O dia que eu te encontrar vou quebrar tuas duas pernas”. Depois, com frieza calculada, completou a conta: “A Justiça demora. Vamos quebrar o joelho, que é mais rápido”.
O motivo? Quase 8 anos de críticas duras e insistentes de Formighieri à família Massa e ao governo do filho do dono da Rede Massa . Formighieri não poupa três temas centrais:
- O volume de verbas públicas de publicidade que vão para a emissora do pai do governador; A MASSA !
- O novo modelo de concessão de pedágios, que ele classifica abertamente como “estelionato eleitoral”, acusando de favorecimento à Faria Lima em detrimento do agronegócio do Oeste;
- A gestão das estatais Copel e Sanepar, apontada como transformação de serviço público em máquina de lucro para acionistas.
Tudo isso foi dito com nome e sobrenome, em horário nobre da programação.
No Paraná, onde poder midiático, poder familiar e poder político andam historicamente entrelaçados, o episódio expõe uma linha perigosa. Jornalista que incomoda pode ser processado, pode ser contestado publicamente, pode até errar e responder por isso. Mas ameaça física, ainda que verbal, é outro patamar: é método de intimidação, não de debate.
Ratinho rezou no ar para não cruzar com Formighieri antes da Justiça. O tom, porém, deixou claro que a paciência do comunicador chegou ao limite.
O espaço está aberto para manifestação do apresentador, da Rede Massa e do governo do estado. Até agora, o silêncio é a resposta.
A questão que fica no ar é simples e grave: até onde vai a mistura entre microfone, família e poder político no Paraná
Ouça o áudio
“
