Baitala gravou o vídeo na terça. Não mandou nota. Não pediu para a assessoria escrever. Ligou a câmera e disse o nome: Flávio Bolsonaro 22. Apoio total. O vencedor do primeiro turno.
Quem ouviu de fora pode achar que é só mais um prefeito escolhendo lado no segundo turno.
Em Guarapuava, não é. Baitala deve a largada a Bolsonaro pai. Foi ele quem chamou o homem do agro para ser o candidato da direita na cidade. O berço é esse. O prefeito, agora sem partido, volta a falar do seu jeito com nomes que estiveram nos atos, juntos nas manifestações pró Bolsonaro na eleição passada, amigos do agro, gente que esteve com ele nas estradas, na militância de antes.
No meio do caminho houve um desvio. Eleito pelo PL, Baitala se desfiliou no começo da campanha. Foi para o lado de Sandro Alex, o nome de Ratinho Júnior, do PSD. A razão que ele dá é a cidade.
O governo do Estado já tinha milhões empenhados em Guarapuava. Romper ali, na conta dele, era perder obra. Ficou com o governo. Saiu do partido.
O segundo turno chegou e o vídeo também. O prefeito diz que a aliança não apagou a ideia. Continua na direita. Reforça apoio total a Flávio.
É o tipo de fala que uma cidade escuta duas vezes. Uma, pelo que está dito. Outra, pelo que ficou no intervalo: o homem que deixou a legenda para não perder o Estado volta, em vídeo, ao nome que o colocou na disputa. “Bolsonaro”.


