Calma, calma… eu não errei no “porque” junto, não.
A gente usa junto quando é resposta, justificativa, explicação. E eu não errei no texto também, tá?
Olha, o professor e vereador Pablo… a gente tem umas diferenças políticas do tamanho de um post de discussão no grupo de WhatsApp às 2 da manhã.
Mas ontem o cara falou umas verdades e ainda foi justo: "parabenizou o PT."
E parabenizou por quê?
Porque o PT ganhou fazendo o básico que a gente esqueceu: foi pra rua. Mobilizou. Bateu porta. Filho levou avô. Avô levou neto. Foi de casa em casa pedir voto. Enquanto isso, a direita… ficou na internet.
O Pablo contou que tinha um grupo de mil pessoas de direita em Guarapuava que ele coordenava. Pediu pra galera ir junto com ele bater nas portas pro Flávio. Resultado? Quase ninguém foi. Só o Gaúcho, o Luizinho e mais uns gatos pingados. O resto preferiu ficar no grupo discutindo quem é mais de direita.
E eu, que sigo e participo de uns grupos por aqui, vivi exatamente a mesma cena. Na reta final, num dos maiores grupos da cidade, a galera tava numa treta pra ver quem era mais 22. Eu me posicionei e falei:
“Gente, aqui todo mundo é 22. Enquanto vocês estão medindo o tamanho do conservadorismo um do outro, o PT tá batendo nas portas. Mentindo ou não, tá vendendo a mensagem. E vocês discutindo em grupo fechado… isso gera quantos votos? Vamos pra rua. Quem quiser me acompanhar, tô indo.”
Parou a briga. Todo mundo concordou. E no final… fui eu e mais uns poucos. O resto ficou no sofá, curtindo post e mandando áudio de 3 minutos.
Pablo tinha razão. O PT bateu nas portas. A gente ficou na internet.
Internet dá visibilidade, dá barulho, dá sensação de mobilização. Mas voto se conquista olho no olho, com cheiro de povo, suando a camisa. Só no feed, sem suor, não tem voto.
Então fica a lição. E bora trabalhar, porque o cartão corporativo da Janja… é você que vai pagar. Tenha votado ou não.
Lula é presidente. E a gente, se quiser mudar alguma coisa daqui pra frente, vai ter que aprender a bater na porta de novo.