ELEIÇÃO PARA PRESIDENTE DA CÂMARA VOLTA AO CENTRO DAS ARTICULAÇÕES EM GUARAPUAVA

 



Disputa pela sucessão de Pedro Moraes já movimenta os bastidores do Legislativo antes mesmo do fim do ano

A sucessão de Pedro Moraes (MDB) na presidência da Câmara de Guarapuava voltou ao centro das conversas políticas. E, como quase sempre acontece quando o assunto é o comando do Legislativo, boa parte da movimentação ocorre longe dos microfones e das sessões plenárias.

Nos bastidores da Câmara, vereadores já discutem nomes, apoios e possíveis composições para a próxima Mesa Executiva. A eleição formal da nova Mesa, pelo Regimento Interno, deve ocorrer até a última sessão legislativa ordinária do ano, com posse dos eleitos no início de janeiro. Mas a disputa política, essa, não precisa esperar o calendário oficial da Câmara Municipal de Guarapuava

Pedro Moraes encerra em dezembro seu segundo biênio consecutivo à frente do Legislativo. Ele foi reeleito presidente em janeiro de 2025, com 11 votos, derrotando Márcio Carneiro, que obteve oito e Professora Terezinha, que recebeu dois votos, e

Agora, o presidente começa a deixar a cadeira mais cobiçada do Legislativo municipal — e os interessados já começam a medir forças.

O efeito da eleição de 2026

A atuação política de Moraes durante as eleições gerais também entrou na conta dos bastidores.

Para deputado estadual, o presidente da Câmara apoiou Ademar Traiano (PSD), que terminou a eleição em Guarapuava com 1.567 votos . A articulação contou ainda com o ex-prefeito Fernando Carli e o empresário Odacir Antonelli.

Para deputado federal, o nome de Zeca Dirceu (PT) aparece nas conversas políticas como um dos candidatos que teriam recebido apoio de Moraes. Aqui, porém, é preciso separar fato de bastidor: a informação circula no ambiente político, mas não há, nas fontes consultadas, uma confirmação pública de que Moraes tenha declarado esse apoio.

Zeca Dirceu,do PT de Lula, de qualquer forma, teve desempenho expressivo em Guarapuava: recebeu 5.325 votos, superando diversos candidatos da própria cidade.

O movimento de Moraes, especialmente o apoio a nomes de fora de Guarapuava, já produz leitura política entre os vereadores. E é justamente nesse ambiente que começa a se desenhar a sucessão da presidência.

OS NOMES NA MESA

Até o momento, cinco nomes aparecem nas conversas como possíveis candidatos ao comando da Câmara:

  • Márcio Carneiro (Cidadania);

  • Professor Pablo (PP);

  • Nego Silvio (PL);

  • Professora Bia (PV);

  • Sérgio Kiçula (PSD).

A composição política também chama atenção.

Professor Pablo é uma das figuras que não integra a base do prefeito Denilson Baitala é o lider de Cesar Silvestri do PP, deputado eleito para AL no mandato 2027 . Os demais nomes citados têm algum grau de alinhamento com a administração municipal — embora isso, por si só, não signifique que exista um bloco fechado em torno de qualquer candidatura.

E aí está o ponto central da disputa.

A presidência da Câmara não é apenas uma cadeira. É o comando político e administrativo do Legislativo, com influência direta sobre a condução dos trabalhos, a pauta e a relação institucional com o Executivo.

A disputa está apenas começando

Márcio Carneiro já conhece o caminho. Em 2025, disputou a presidência e terminou com oito votos, ficando atrás de Pedro Moraes, que venceu com 11.

Professor Pablo, por sua vez, ocupa atualmente a 2ª Vice-Presidência da Casa. Nego Silvio é uma das vozes da base do prefeito e já ocupa a posição de liderança governista. Professora Bia tem atuação consolidada no Legislativo. Trabalhou nas eleições para Aliel Machado, deputado Federal reeleito do PV. Sérgio Kiçula está em seu primeiro mandato e chegou à Câmara eleito pelo PSD em 2024 . 

Nenhum desses nomes, porém, pode ser tratado ainda como candidato oficial.

O que existe é articulação.

E, na política, articulação costuma ser o primeiro capítulo de uma eleição.

A volta dos trabalhos legislativos para a próxima semana e a proximidade do encerramento do ano devem acelerar as conversas. A pergunta que começa a circular nos corredores da Câmara é simples:

quem conseguirá reunir votos suficientes para ocupar a cadeira que Pedro Moraes deixará em janeiro?

Por enquanto, ninguém tem a resposta.

Mas os movimentos já começaram. :::





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