A direita elegeu 33 senadores neste domingo. Com isso, a bancada alinhada à direita no Senado sobe para, no mínimo, 50 cadeiras das 81 existentes. Partidos de centro, em várias votações, também tendem a acompanhar esse bloco.
O novo equilíbrio de forças abre caminho para pautas que até agora encontravam resistência. Entre elas, frear o que se tornou uma zona no Senado e, principalmente, avançar sobre ministros do Supremo que, na avaliação de muitos, abusaram de autoridade.
Os números são claros. Para aprovar um projeto de lei por maioria absoluta, bastam 41 votos. Para uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), são necessários 49 votos — três quintos do Senado — em duas votações. Já num julgamento de impeachment, o quórum sobe para 54 votos, ou dois terços da Casa.
Na distribuição partidária dos eleitos, o PL, de Flávio Bolsonaro, foi o que mais cresceu: 19 senadores. Em seguida vêm o MDB, com 7, e o PT, com 6. PP, União Brasil, PSB e Novo elegeram 3 cada. Republicanos, PSD, PSDB e Podemos ficaram com 2. PDT e Rede elegeram 1 cada.
No Supremo, a leitura é direta: ministros do poderoso STF estão com as barbas de molho.


