GUARAPUAVA FATOS

👉 Gritos na noite levam PM a casa onde violência escondia tráfico em Guarapuava



           Imagem ilustrativa de matéria similar 

 Os gritos romperam o silêncio da noite.

E não eram gritos comuns.

Por volta das 20h44 deste domingo, 1º de fevereiro de 2026, moradores do bairro Santa Cruz, em Guarapuava, ouviram pedidos desesperados de socorro vindos de uma residência. Junto aos clamores, o som de objetos sendo quebrados. O medo tomou conta da vizinhança — e a Polícia Militar foi acionada.

Quando a equipe do 16º Batalhão da PM chegou ao local, encontrou um jovem de 19 anos. Calmo demais para a gravidade do chamado, ele afirmou que havia discutido com a convivente e que a mulher teria deixado a casa logo após o desentendimento.

Mas a casa contava outra história.

Durante a averiguação no interior do imóvel, os policiais localizaram, na cozinha, uma sacola plástica com porções de substância análoga à maconha: uma grande, uma média e outra já fracionada para venda. Ao todo, 189 gramas da droga, além de dinheiro trocado e moedas, somando R$ 68,20 — sinais claros do tráfico. Questionado, o morador assumiu ser o dono do material.

Pouco tempo depois, a verdade apareceu… ferida.

A vítima, uma jovem de 20 anos, retornou à residência e revelou o que havia acontecido. Segundo o relato, ela foi agredida fisicamente pelo companheiro, motivado por ciúmes. Para escapar das agressões, precisou fugir às pressas e se esconder embaixo de um caminhão, nas proximidades da casa, onde permaneceu até a chegada da polícia.

A jovem apresentava lesões visíveis na testa e nos lábios, além de relatar injúrias verbais sofridas durante o ataque.

O relato trouxe ainda um dado perturbador: segundo a vítima, o casal comprava quantidades maiores da droga, fracionava e revendia, obtendo lucro de cerca de R$ 10 por porção, utilizando aparelhos celulares para negociar as vendas.

Diante do cenário — violência doméstica, tráfico de drogas e provas materiais — a Polícia Militar apreendeu a droga, o dinheiro e um celular, conduzindo os envolvidos à 14ª Subdivisão Policial (SDP) para os procedimentos de polícia judiciária.

Mas a noite ainda estava longe do fim.

Já na delegacia, o autor desobedeceu ordens, causou tumulto, urinou na cela, interferiu no andamento dos trabalhos e ainda desacatou os policiais com ofensas, agravando ainda mais sua situação criminal.

O caso segue sob investigação.

E deixa um alerta claro: denúncias feitas a tempo podem salvar vidas e impedir que a violência escale para consequências ainda mais graves.


🚨 DENUNCIE

Casos de violência doméstica podem ser denunciados pelo 190 ou pelo Disque 180.
A ligação é gratuita, sigilosa e pode fazer a diferença entre a vida e a morte.

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