Família de Suelen monta força-tarefa de advogados para caçar a verdade no feminicídio que chocou Guarapuava



Em nota oficial, os advogados da família de Suelen Cristina Cordeiro deixam claro: não vão descansar enquanto a justiça não for feita. Eles prometem acompanhar palmo a palmo a investigação e pedem que qualquer informação sobre o crime seja repassada imediatamente à Polícia Civil ou à própria equipe jurídica.

A família da jovem de 31 anos, brutalmente assassinada em Guarapuava, decidiu agir com firmeza. Suelen deixa três filhos órfãos, além de parentes e amigos destruídos pela dor de uma perda tão cruel e sem sentido.

No comunicado à imprensa, os representantes da família não escondem o sofrimento: “Vamos atuar com firmeza, responsabilidade e dedicação total na busca incansável pela verdade e pela justiça, honrando a memória de Suelen e defendendo os direitos de todos que a amavam”.

Os advogados se colocam à disposição das autoridades para colaborar no que for preciso e fazem um apelo direto à população: quem souber de qualquer detalhe, por menor que seja, deve procurar a Polícia Civil ou contatar a equipe jurídica. O objetivo é um só: esclarecer esse crime covarde o mais rápido possível.

Assinam a nota as advogadas Geovana Jonsson Kuster Silva (OAB/PR 110.517) e Aline Remes de Camargo (OAB/PR 95.665), e os advogados Jean Eduardo Bronoski Campos (OAB/PR 113.392) e Thiago Garcia Rodrigues (OAB/PR 115.759).

Relembre o caso que revolta o Paraná

Suelen Cristina Cordeiro foi morta na noite de sábado (27), dentro de uma residência no bairro Boqueirão, em Guarapuava. Segundo a Polícia Militar, ela foi encontrada ainda com vida pelos paramédicos do SAMU, mas com múltiplas facadas pelo corpo. O golpe fatal cortou seu pescoço.

O principal suspeito — o próprio companheiro dela, de 29 anos — fugiu do local ao volante de um Volkswagen Gol vermelho. Horas depois, foi preso em flagrante por uma equipe do Choque na Avenida Cascavel.

Testemunhas contaram que, antes de escapar, o homem ainda disse friamente: “Deixe ela lá dentro que morra”.

O caso está sendo investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Um crime de ódio que, mais uma vez, ceifou a vida de uma mulher nas mãos de quem deveria protegê-la. A família agora luta para que a dor de Suelen não fique enterrada junto com ela. Guarapuava quer mais rigidez contra crimes e que de fato os culpados fiquem na prisão!




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