IMAGEM ILUSTRATIVA
A Polícia Militar foi acionada numa quarta-feira de madrugada (29 de julho) para atender um chamado que se repetiria várias vezes: descumprimento de medida protetiva. O local? O bairro Santana, em Guarapuava. Os personagens? Uma mãe de 52 anos e o próprio filho, de 33, que insiste em desrespeitar a ordem que o proíbe de se aproximar dela.
A história é simples, mas revela uma falha do sistema. O homem pulava o muro da casa, se aproximava da janela e pedia dinheiro. Sempre à noite. Sempre na mesma hora — por volta das 4 da manhã. Dessa vez, a mãe acionou a polícia. Quando a viatura chegou, ele já tinha desaparecido.
Os policiais vasculharam a região. Nada. O suspeito volatilizou-se nas ruas escuras de Guarapuava, deixando para trás só frustração e perguntas sem respostas: por que uma medida protetiva não protege? Por que um filho volta insistentemente ao local onde não deveria estar? Por que a mãe continua vulnerável?
O boletim foi lavrado. A vítima recebeu orientações sobre os próximos passos legais. Mas a verdade é que o sistema funcionou do jeito que funcionou: depois que o crime já havia acontecido. O descumprimento de medida protetiva é crime, sim — está na lei. Mas de que adianta a lei se ela chega sempre tarde demais?