Madrugada. Área central de Pinhão. Um trailer arrombado, quatro cadeados destruídos, refrigerantes e alimentos sumindo nas sombras da noite.
A Polícia Militar foi acionada para mais um caso de furto que se repete nas pequenas cidades da região. A proprietária do estabelecimento chegou ao local e confirmou o óbvio: alguém tinha entrado ali e levado o que quis.
Testemunhas viram tudo — um homem em moletom preto e calça jeans, correndo, desaparecendo pelas ruas de Pinhão como se conhecesse cada atalho, cada escuro, cada canto onde a polícia não chegaria a tempo.
Buscas por toda a região. Nada. O suspeito volatilizou-se. Os policiais fizeram o que fazem: orientaram a vítima, lavaram o boletim, seguiram para a próxima ocorrência. O caso vai ficar nos arquivos. A mulher vai ficar com o prejuízo, os cadeados quebrados e a pergunta que ninguém consegue responder: quando isso vai acabar?
Pequenos furtos. Grandes perdas. Histórias que se repetem toda semana em cidades como Pinhão, próximo a Guarapuava. Histórias que precisam ser contadas. Histórias que o Guarapuava Fatos documenta há 35 anos — da máquina de escrever ao digital, junto com você.