GUARAPUAVA E MUNICIPIOS DA REGIÃO SÃO ALVO DE OPERAÇÃO VIA PIX > 12 POLICIAIS RODOVIÁRIOS AFASTADOS



Gaeco e PM cumprem 24 mandados em 11 cidades na 2ª fase da Operação Via Pix, que apura possíveis crimes cometidos por policiais rodoviários estaduais-  GUARAPUAVA E PITANGA NO ALVO

O Promotor de Justiça Antonio Juliano Souza Albanez EXPLICA DETALHES  DA 2ª fase DA VIA PIX

Na manhã de ONTEM quinta-feira, 13 de agosto, o Gaeco de Ponta Grossa, com apoio da Corregedoria da Polícia Militar, voltou às ruas. Era a segunda fase da Operação Via Pix.

Vinte e quatro mandados de busca e apreensão. Doze policiais rodoviários estaduais afastados cautelarmente de suas funções. Cinco prisões em flagrante. As ordens judiciais foram cumpridas em onze municípios da região e Guarapuava FOI UM DELES  bem como cidades  do Norte Pioneiro: Ponta Grossa, Castro, Jaguariaíva, Ibaiti, Arapoti, Wenceslau Braz, , Joaquim Távora, Curiúva, Sengés e Guapirama.

O que se investiga não é pequeno. Concussão, corrupção ativa e passiva, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e constituição de organização criminosa. Policiais rodoviários suspeitos de transformar a fiscalização das estradas em negócio.

As apurações começaram em março de 2025. Em outubro, na primeira fase, já haviam sido cumpridos 19 mandados e sete policiais afastados. Agora, a operação avança para consolidar o vínculo de outros agentes com o esquema e para alcançar empresários da região.

Segundo as investigações, havia um acordo silencioso. Empresários dos setores de transporte de cargas e de madeira pagariam propinas mensais para circular pelas rodovias estaduais sem fiscalização. Havia mais: indícios de que agentes recebiam valores para adulterar boletins de ocorrência de acidentes, beneficiando empresas perante o Detran e seguradoras.

E não parou aí.
Simultaneamente, o Gaeco cumpriu três mandados em Jaguariaíva. O alvo: um esquema de tráfico de drogas que, segundo as apurações, contava com o acobertamento de um dos policiais investigados.

A Operação Via Pix não trata apenas de propina. Trata de confiança.
Quando quem deveria fiscalizar passa a negociar a própria fiscalização, a estrada deixa de ser espaço de segurança e se transforma em território de acordo.

A investigação continua.

COM asssessoria GAECO E GUARAPUAVA FATOS

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