Começou como mais uma abordagem de rotina, daquelas que todo motociclista infrator teme. Terminou com as algemas sendo fechadas. Na madrugada desta quinta-feira (8), no Morro Alto, o que parecia ser apenas a punição por infrações de trânsito se transformou no fim da linha para um jovem de 22 anos, que descobriu da pior maneira que o passado não só persegue, como tem o poder de prender.
O Barulho que Chamou a Atenção: Tudo começou com um ronco ensurdecedor cortando o silêncio da madrugada, por volta das 00h23. Durante o patrulhamento, os olhos e ouvidos atentos dos policiais militares foram direto para uma Honda CG 160. Mas não era só o escapamento aberto, velha conhecida das reclamações dos moradores de Guarapuava. Era a deixa para uma operação que estava prestes a revelar muito mais.
A Cascata de Irresponsabilidades: Ao se aproximarem, os PMs viram uma cena que é um retrato da imprudência: o condutor, com uma mão no guidão e a outra… no celular. E, como se não bastasse o risco já enorme, a viseira do capacete estava levantada, deixando o rosto completamente exposto. Uma combinação perfeita para o desastre. Mas, naquela noite, o desastre que se concretizou foi de outra ordem para o motociclista.
A Surpresa Veio dos Sistemas: A abordagem foi realizada. Na busca pessoal, nada de ilícito. Poderia ter terminado em multas, apreensão do veículo e ponto final. Mas os policiais foram a fundo. E foi quando consultaram os sistemas que o cenário mudou radicalmente. O jovem de 22 anos não tinha nada: nem Carteira Nacional de Habilitação (CNH), nem Permissão para Dirigir (PPD). Estava dirigindo completamente irregular.
O Passado que CHEGOU CHEGANDO : Só que a surpresa maior estava guardada. A ficha do jovem no sistema não mostrava apenas a ausência de documentos. Ela acusava algo mais grave: um mandado de prisão em aberto, pendurado em seu nome. Na hora, a abordagem de trânsito se transformou em voz de prisão. As algemas, que não estavam nos planos iniciais, foram acionadas.
O Desfecho: O rapaz foi levado diretamente para o SECAT, anexo à 14ª Subdivisão Policial (SDP), onde agora aguarda as decisões da Justiça. A moto foi apreendida, as infrações de trânsito, minuciosamente registradas, e um boletim de ocorrência detalhado conta a história completa.
Uma madrugada qualquer. Uma moto barulhenta. Uma sequência de escolhas erradas.
Às vezes, é assim, a partir do menor dos ruídos, que a lei consegue encontrar quem pensava estar fora do seu alcance. Em Guarapuava, naquela noite, a fiscalização cumpriu um duplo papel: silenciou um escapamento ilegal e cumpriu uma ordem judicial. Tudo começa com um ronco. E pode terminar com o fechar de uma porta de cela.
Esta é a realidade das nossas ruas, onde uma infração esconde outras. E a lei, quando acionada, não faz escolhas: apenas cumpre seu dever.
Guarapuava Fatos. A notícia que vai a fundo.
