A manhã de ontem Quarta Feira de cinzas (18 de fevereiro de 2026) foi marcada por mais um episódio alarmante na Cidade dos Lagos, em Guarapuava, que, apesar de ser propagada como um local de total segurança, segue sendo palco de crimes que mancham sua reputação. Um furto qualificado foi registrado em plena manhã, revelando a vulnerabilidade de um bairro que, com o tempo, tem se afastado da imagem de tranquilidade e proteção vendida aos seus moradores.
Segundo informações da polícia, a vítima, um homem de 29 anos, teve grande quantidade de fiação elétrica furtada, além de duas escadas de alumínio, diretamente de seu local de trabalho, por volta das 8h30. O crime aconteceu em um imóvel sem monitoramento por câmeras de segurança, o que, segundo especialistas, dificulta a identificação dos autores e deixa os moradores em uma situação ainda mais perigosa.
O furto de cabos elétricos tem se tornado uma prática recorrente em diversas cidades do Paraná, e o bairro da Cidade dos Lagos não está imune a essa tendência. A alta demanda por cobre, que é encontrado no material furtado, faz com que esses crimes sejam cada vez mais comuns, alimentando uma cadeia de criminalidade difícil de combater.
O que mais chama atenção é o descompasso entre a imagem de segurança que a área propaga e a realidade vivida pelos moradores. A promessa de um local seguro e protegido se desfaz diante de episódios como esse, que revelam a fragilidade da segurança em um dos bairros mais falados da cidade. A ausência de câmeras de segurança, tão comuns em bairros que se destacam pela segurança, é um fator crucial para a falta de controle e a crescente vulnerabilidade da área.
O proprietário da residência foi orientado quanto aos procedimentos legais, mas até o momento, nenhum suspeito foi identificado, deixando em aberto a sensação de impunidade que aumenta o clima de insegurança.
A pergunta que fica é: Até quando a "Cidade dos Lagos" continuará a ser vista como um exemplo de segurança? Com episódios como esse, o título de "segurança total" parece cada vez mais distante, e os moradores começam a questionar se realmente estão vivendo em um local protegido ou em um bairro à mercê da criminalidade. A cidade precisa urgentemente repensar sua segurança, ou a tranquilidade prometida será um mito para quem vive por lá.
