O Caso Kenny Rogers Anacleto: Condenado a sete anos - a Guerra Jurídica Continua



O polêmico caso do vereador Kenny Rogers Anacleto ganhou novos contornos, mas ainda permanece longe de uma resolução definitiva. Em um primeiro desfecho jurídico, o político foi condenado em primeira instância a cumprir sete anos de pena no regime semiaberto. No entanto, a batalha judicial está longe de terminar. O advogado de defesa, Dr. Marinaldo Rattes, deixou claro que recorrerá da sentença, já que, segundo ele, há provas substanciais de inconsistências no processo.

Os advogados de acusação, Dr. Rafael Xalão e Dr. Alan Quartiero, destacaram que a decisão foi tomada rapidamente, mas que a sentença ainda não é definitiva. Eles enfatizam que irão apelar especialmente em dois pontos: o valor do dano moral fixado em R$ 20 mil, e o tempo da suspensão do direito de Kenny de dirigir, que foi estabelecido em um ano e sete meses. Para a acusação, esses pontos não são satisfatórios e precisam ser ampliados.


“A condenação do vereador Kenny Rogers foi justa e célere. As provas que foram produzidas demonstram a culpa inescusável, bem como, uma sentença sólida em seus fundamentos, demonstrando que a justiça alcança a todos sem qualquer distinção.
A sociedade de Guarapuava recebe da prestação jurisdicional impecável, ficando evidente que o Ministério Público e a assistência de acusação não mediram esforços para que a aplicação da lei penal foi plena e irreversível.



Porém, o ponto central da defesa gira em torno da alegação de que o "Termo de Constatação de Sinais de Alteração da Capacidade Psicomotora", documento chave no processo, é uma farsa. Dr. Marinaldo Rattes defende que a assinatura no documento não pertence a Kenny, alegando que foi falsificada. "Esse documento é uma fraude. A assinatura de Kenny não é dele. Se ele estivesse de fato embriagado e se recusasse a assinar, bastaria assinalar a opção de recusa, mas isso não foi feito", explica o advogado.

das mais graves sendo o preenchimento de um campo específico no termo com uma assinatura que não corresponde à de Kenny. "A contradição é flagrante. A acusação se baseia em um documento com a assinatura falsificada, enquanto a defesa apresenta um laudo médico pericial que comprova a lucidez do acusado. Isso é uma prova irrefutável da contradição", afirma o advogado.

Enquanto a defesa sustenta que Kenny está sendo injustamente acusado e que o processo é falho, a acusação continua pressionando para que a sentença seja mantida. Agora, ambos os lados devem apresentar suas alegações finais por escrito, com a expectativa de que o caso suba para tribunais superiores.

 Com outra condenação pendente em segunda instância, que pode somar mais de dois anos de pena por outro crime, Kenny enfrenta um futuro incerto. A possibilidade de um regime fechado é real, caso as penas sejam somadas.

Esse caso é um reflexo das complexas batalhas jurídicas que envolvem figuras públicas. O caminho até o trânsito em julgado será longo e, como sempre, a verdade poderá ser dilacerada por uma teia de falhas processuais e questionamentos. 

O desfecho final está por vir, mas até lá, a guerra jurídica continua.


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