UM GOLPE NO SILÊNCIO: FILHO INTERROMPE AGRESSÃO DO PRÓPRIO PAI EM CENA DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA NO BONSUCESSO

                              Foto - ilustrativa 

Guarapuava acordou neste domingo, 25 de janeiro de 2026, com mais um capítulo sombrio de uma epidemia que não cessa: a violência dentro de casa. O bairro Bonsucesso, de ruas tranquilas e vizinhos solidários, foi palco de um drama familiar que expõe, mais uma vez, as feridas de um problema nacional.

A ESCALADA DO ÓDIO E DO ÁLCOOL

Dentro de uma residência comum, a rotina foi substituída pelo caos. Um homem de 47 anos, segundo relatos policiais visivelmente embriagado, iniciou uma sequência de ataques verbais contra sua própria esposa, de 40 anos. As palavras de injúria e ameaça, tóxicas e carregadas de ódio, criaram uma atmosfera de terror. A discussão, que poderia ter sido um desentendimento qualquer, rapidamente se transformou em um campo minado, onde a agressão física parecia iminente e inevitável.

O DILEMA DO FILHO: ENTRE A PROTEÇÃO E A AGRESSÃO

O ponto de ruptura veio quando o agressor tentou segurar o braço da mulher à força, materializando a ameaça. Foi então que o cenário ganhou um personagem trágico e decisivo: o filho do casal, um jovem de 22 anos. Testemunhar o pai, figura que deveria representar proteção, tentando agredir a própria mãe, foi o limite. Na tentativa desesperada de interromper o ciclo de violência ali, naquela sala, o jovem reagiu. Um sópoco foi desferido no rosto do pai. Um ato de defesa da mãe que também é, na letra fria da lei, um ato de violência. Um dilema brutal que muitas famílias, infelizmente, conhecem.

A INTERVENÇÃO E A LEI QUE TENTA PROTEGER

Alerta acionado, a Polícia Militar chegou ao local após chamado ao COPOM. Os profissionais, treinados para lidar com a volatilidade dessas situações, encontraram o quadro típico e repetitivo da violência doméstica: medo, humilhação e a constatação de crimes de ameaça e injúria. Nenhum objeto ilícito foi encontrado, mas a violência mais perniciosa, a que não deixa marcas visíveis de imediato, estava estampada no ambiente.

O agressor, então, foi informado de seus direitos e algemado. A voz de prisão soou não como um fim, mas como o início de um processo. Ele foi conduzido à Delegacia de Polícia Judiciária, onde ficará à disposição da Justiça. O caso será investigado e processado sob o rigor da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006), um instrumento fundamental, mas que sozinho não consegue estancar o fluxo diário de crueldade que invade lares brasileiros.

O RETRATO DE UMA GUERRA INVISÍVEL

Este caso no Bonsucesso não é um fato isolado. É a fotografia de um conflito silencioso que se repete às centenas todos os dias no Paraná e no Brasil. Revela a falência de diálogos, o poder destruidor do álcool e, no meio do turbilhão, o desespero de um filho que viu na força bruta a única saída imediata para proteger quem ama.

Enquanto a Justiça faz seu curso neste caso específico, a pergunta que fica para a sociedade guarapuavana e regional  é: quantas outras cenas iguais a esta estão se desenhando, neste exato momento, atrás das portas fechadas da nossa cidade?

Este é o Paraná real . O Brasil que machuca quem deveria amar. E que não pode mais ser ignorado.

Roberto Lobo, para o Guarapuava Fatos ...

GUARAPUAVA FATOS

Noticias baseadas em fatos. O ponto de vista de quem vive os problemas e transformações desta cidade e região! Produção de vídeo matérias, exclusivas !!

Postar um comentário

Postagem Anterior Próxima Postagem