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Marilete da Silva, de 38 anos, não teve chance. A van que ela dirigia foi atingida por uma carreta conduzida pelo próprio ex-marido, em Tupãssi, no Oeste do Paraná. Segundo a polícia, não foi acidente. Foi decisão. Foi ataque.
De acordo com a Polícia Militar, Gilmar Antonio Frese, de 68 anos, teria jogado a carreta propositalmente contra o veículo de Marilete, apenas 38 dias depois de ela conseguir na Justiça uma medida protetiva para tentar se manter longe dele. A distância determinada pelo juiz, porém, não foi suficiente para impedir o encontro fatal. O caso é investigado como feminicídio, quando a mulher é morta em razão de sua condição de mulher, em contexto de violência doméstica, menosprezo ou discriminação.
O feminicídio é previsto no Código Penal brasileiro como uma forma qualificada de homicídio, com pena mais grave, justamente por reconhecer que esses crimes não são episódios isolados, mas parte de um ciclo de violência que, muitas vezes, começa com ameaças, controle, agressões e termina em morte. A medida protetiva — instrumento previsto na Lei Maria da Penha — existe para tentar quebrar esse ciclo, afastando o agressor e impondo restrições de contato, aproximação e convivência. Quando, mesmo assim, o autor descumpre e parte para a violência extrema, o crime ganha contornos ainda mais graves.
Imagens registradas após a colisão mostram Gilmar cambaleando às margens da rodovia. Segundo a polícia, ele apresentava sinais de embriaguez e sofreu apenas ferimentos leves. Ainda no local, confessou aos agentes que provocou a batida de propósito. A suspeita de que ele estivesse alcoolizado pode agravar ainda mais sua situação, somando ao processo principal outros crimes de trânsito pela condução de veículo sob influência de álcool, com resultado de morte.
O g1 informou que tentou contato com a defesa de Gilmar, mas não obteve resposta até a última atualização da matéria, deixando, por enquanto, sem contraponto a versão apresentada pelas autoridades.
Por trás de cada linha desse caso, está a história de uma mulher que buscou amparo na Justiça, confiou na medida protetiva e, ainda assim, acabou vitimada pelo homem de quem tentava se afastar. Uma tragédia que expõe, mais uma vez, a ferida aberta da violência contra a mulher no Brasil: quando o agressor não aceita o fim da relação, ignora decisões judiciais e transforma a estrada em arma.
No www.guarapuavafatos.com.br, este caso se soma a tantos outros que revelam a urgência de fortalecer a proteção às vítimas, garantir o cumprimento rigoroso das medidas protetivas e tratar o feminicídio não apenas como estatística, mas como o ponto final de uma história que o Estado e a sociedade precisam aprender a interromper antes da última página.
Marilete da Silva, 38 anos, estava ao volante de uma van quando teve a vida interrompida de forma brutal em Tupãssi, no Oeste do Paraná. O veículo dela foi atingido por uma carreta conduzida pelo ex-marido, Gilmar Antonio Frese, de 68 anos.
Segundo a Polícia Militar, não foi acidente. A investigação aponta que Gilmar jogou a carreta de propósito contra o veículo de Marilete, apenas 38 dias depois de ela conseguir uma medida protetiva na Justiça para tentar se afastar dele. O caso é tratado como feminicídio, quando a mulher é morta em razão de sua condição de mulher, geralmente em contexto de violência doméstica e familiar.
Imagens feitas após a colisão mostram o suspeito cambaleando às margens da rodovia. De acordo com a polícia, ele apresentava sinais de embriaguez, sofreu apenas ferimentos leves e confessou que provocou a batida intencionalmente.
Uma história que escancara, mais uma vez, o perigo que muitas mulheres enfrentam mesmo depois de buscar proteção judicial contra seus agressores.
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