Crime político em Guarapuava: vereador e 4 capangas mandam homem entrar no porta-malas; vítima recusa e promete BO com imagens

 

                     Leandro Dobrychtop orienta assessores a ficarem atentos

"Se quiserem vir, venham": denúncia de coação política em Guarapuava acende alerta na região

Investigador da Polícia Civil e vereador afirma que cidadão próximo a ele foi cercado por um parlamentar e quatro homens. Queriam  obrigar a vítima  a entrar no porta-malas. Caso pode virar BO e chegar ao Ministério Público.


O que aconteceu em Guarapuava?

Um homem chega à delegacia visivelmente abalado. Ele relata uma cena de terror: na semana passada, um vereador da Câmara Municipal — acompanhado de quatro homens — tentou forçá-lo a entrar no porta-malas de um carro.

A vítima resistiu. Saiu com medo, mas saiu.

Quem revela o caso é Leandro Dobrychtop, investigador da Polícia Civil e também vereador na cidade. Ele usou a tribuna da Câmara para expor a situação e dar um recado direto:

“Esse senhor é meu conhecido. Os covardes acharam que pegando ele, chegariam em mim.”


Ameaça, imagem e boletim de ocorrência

Dobrychtop orientou a vítima a registrar boletim de ocorrência. Segundo o relato, existem imagens que podem comprovar a tentativa de intimidação.

Outro policial, que chegou à delegacia durante o atendimento, também ouviu a história e reforçou a orientação: é preciso formalizar a denúncia.

Se as imagens forem reais e o BO for registrado, o caso pode se enquadrar em vários crimes:

  • Ameaça (art. 147)

  • Constrangimento ilegal (art. 146)

  • Tentativa de sequestro (art. 148)

  • Coação eleitoral (art. 301 do Código Eleitoral)

Tudo isso pode parar no Ministério Público.


O recado do vereador investigador

Dobrychtop não se intimidou. Pelo contrário. Ele desafiou publicamente os autores da coação:

“Se quiserem vir atrás de mim, venham. Eu lido com criminoso. Prendo bandido do PCC. Prendo traficante.”

Ele ainda detalhou sua rotina para mostrar que não vive atrás de blindagens:

“Ando sozinho no CAIC, no Jardim das Américas, no Paz e Bem. Sozinho na cidade inteira.”

E foi além: disse onde estaciona (lado da Câmara), qual carro (Gol branco) e os dias e horários em que está disponível (segunda e terça, por volta das 16h).

“Se quiserem marcar dia e hora, tranquilo. É covardia falar e não fazer. Venham.”


Por que esse caso importa?

Dobrychtop não é um político qualquer. Já cobrou cassação de vereador condenado criminalmente. Já denunciou colegas que se envolveram em escândalos públicos — incluindo o caso dos vereadores que dançaram de cueca no alagado e se diziam “donos de Guarapuava”.

A tentativa de intimidação, se confirmada, mostra um padrão grave: o uso da violência para silenciar adversários políticos.


E agora? O que esperar?

A cidade aguarda:

  • A confirmação do boletim de ocorrência

  • A análise das imagens mencionadas

  • A possível abertura de inquérito pelo MP

  • direito de resposta do vereador citado e dos quatro envolvidos

Até lá, a pergunta que fica no ar é simples: quem são eles? E por que ainda não se manifestaram?


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