A violência dentro de casa, aquela que deveria ser o último refúgio de segurança, voltou a explodir de forma brutal em Guarapuava e região. Em menos de 24 horas, a Polícia Militar registrou três ocorrências graves de agressões, ameaças e lesões corporais. Três casos que expõem uma ferida aberta na sociedade: mulheres, adolescentes e famílias inteiras seguem reféns do medo e da impunidade.
Tudo começou por volta das 20h, no distrito do Guairacá. Uma mulher de 50 anos, aterrorizada, ligou pedindo socorro. O marido, de 51 anos, chegou em estado alterado, chutando o portão e gritando ameaças. O terror foi tanto que, antes mesmo da chegada da viatura, o agressor fugiu. As buscas foram intensas, mas ele não foi encontrado. Mais uma noite de pavor que terminou sem prisão.
Poucas horas depois, o horror se repetiu, agora com ainda mais gravidade. No bairro Alto da XV, por volta das 23h, uma adolescente de apenas 17 anos relatou à PM que, após uma discussão, foi agarrada pelo pescoço pelo companheiro de 21 anos. As marcas no corpo e o desespero da jovem não deixaram dúvida sobre a gravidade. Os policiais deram voz de prisão imediata ao agressor e o levaram, junto com a vítima, para a 14ª Subdivisão Policial. Um ciclo de violência que quase sempre começa com “só uma discussão” e pode terminar em tragédia.
E ainda havia mais. No distrito de Entre Rios, na Colônia Vitória, uma mulher de 33 anos jogou água quente contra um homem de 25 anos. O líquido escaldante atingiu o tórax e o pescoço da vítima, causando queimaduras e vermelhidão. Ele precisou ser socorrido e encaminhado para atendimento médico em Guarapuava. Um ato de fúria que poderia ter deixado sequelas muito mais graves.
Casos como esses não são números frios em um boletim de ocorrência. São vidas destruídas, famílias desfeitas, crianças e jovens que crescem aprendendo que a violência faz parte do “amor”. As autoridades de segurança e saúde reforçam o apelo: denuncie. Ligue 190, 180 ou procure o disque-denúncia. Cada voz que se levanta ajuda a romper o silêncio que protege os agressores.
Guarapuava e o Paraná inteiro precisam reagir com firmeza. Tolerância zero com a violência doméstica. Porque enquanto o agressor estiver solto, a vítima continua pres
