E o tabuleiro político de Guarapuava acaba de ganhar uma nova peça — e uma enorme interrogação.
César Silvestri Filho anunciou recentemente apoio a Sergio Moro na disputa pelo Governo do Paraná.
Só que agora existe um problema.
César é do Progressistas. E a Federação União Progressista, formada por PP e União Brasil, decidiu caminhar com Sandro Alex, candidato ligado ao grupo do governador Ratinho Junior.
E isso coloca César diante de uma situação curiosa.
Ele teve sua candidatura a deputado estadual confirmada pelo Progressistas. Sua mãe, Cristina Silvestri, também foi confirmada para disputar uma cadeira de deputada federal.
Mas enquanto o partido caminha com Sandro Alex...
os Silvestri anunciaram apoio a Moro.
Nos bastidores, portanto, surge a pergunta inevitável:
quando a campanha entrar definitivamente nas ruas, em qual palanque César Silvestri estará?
A situação chama ainda mais atenção porque César já fez críticas duras ao governo Ratinho Junior. Em 2022, chegou a afirmar que a inovação prometida pelo governador teria ficado apenas no discurso.
Agora, o destino eleitoral do Progressistas voltou justamente para o grupo de Ratinho.
Uma costura que teve participação de Ricardo Barros, uma das principais lideranças do PP no Paraná.
Mas existe outro capítulo.
O nome de César aparece na relação enviada pelo Tribunal de Contas ao TRE-PR envolvendo contas consideradas irregulares. Isso não o torna automaticamente inelegível, mas poderá gerar discussão na Justiça Eleitoral durante a análise do registro da candidatura.
Portanto, César enfrenta hoje duas perguntas.
A primeira é jurídica: sua candidatura passará sem obstáculos pela Justiça Eleitoral?
E a segunda é política:
será possível pedir votos pelo Progressistas, partido que está no palanque de Sandro Alex, enquanto faz campanha por Sergio Moro?
Mas política tem convenções, alianças... e cobranças.
E quando os palanques estiverem montados, César Silvestri terá que mostrar ao eleitor onde, afinal, pretende ficar.
Mas esta... é outra história.
