Fonte - pagina pessoal do vereador afastado Danilo no instagram - DANILO E EX PREFEITO DE GUARAPUAVA foto ilustrativa
A Operação Fórmula Mágica, deflagrada nesta quarta-feira em Guarapuava, não surgiu do nada. A nova investigação do Ministério Público do Paraná ganhou força a partir de elementos recolhidos em uma apuração anterior — aquela que teve como alvo o então secretário municipal de Habitação e Urbanismo e hoje vereador Danilo Dominico (PP). Materia clique aqui
Desta vez, Dominico, não foi alvo dos mandados de busca e apreensão. Segundo o MPPR, ele e integrantes de sua "antiga equipe" já haviam sido investigados em uma operação recente, e o material obtido naquela apuração contribuiu para o avanço das diligências que resultaram na Fórmula Mágica.
A nova operação cumpriu 20 mandados de busca e apreensão e apura suspeitas de corrupção envolvendo agentes públicos e empresários, em torno da regularização de uma construção que, segundo as investigações, havia começado sem projeto aprovado e sem licença. A suspeita é de que cerca de R$ 100 mil em propina tenham sido negociados para destravar o empreendimento.
A ponte entre as investigações
A investigação anterior, chamada Operação Terra Prometida, colocou Danilo Dominico do PP, e outros envolvidos sob suspeita em fatos ligados à área habitacional do município. Naquele caso, o Gaeco apurou a suspeita de cobrança de R$ 30 mil de uma moradora por um terreno vinculado a programa habitacional que deveria ser gratuito.
Mais tarde, a denúncia do Ministério Público passou a abranger também suspeitas de loteamento irregular, corrupção passiva, estelionato e lavagem de dinheiro. Conforme a acusação, os investigados teriam solicitado R$ 50 mil a um homem em troca de dois terrenos em um loteamento irregular.
No caso envolvendo a moradora da Vila Bela, a acusação sustenta que ela teria sido induzida a acreditar que adquiria regularmente o terreno. O prejuízo apontado é de R$ 30 mil, e parte dos valores teria circulado por conta bancária de uma terceira pessoa — circunstância apurada, em tese, como lavagem de capitais.
Importante: as acusações estão sob análise judicial, e os investigados têm direito à defesa e ao contraditório. Na apuração inicial da Terra Prometida, a defesa de Danilo Dominico declarou que ele não recebeu valores nem autorizou terceiros a recebê-los em seu nome, e negou participação de assessores em atos ilícitos.
O que apura a Fórmula Mágica
A nova frente de investigação mira, entre outros alvos, o presidente da Câmara Pedro Moraes e um servidor da Câmara Municipal, um servidor do Município, que teria sido operador do esquema na administraçã anterior, e também sócios de uma farmácia e outra empresa responsável pela construção investigada.
De acordo com a apuração divulgada, técnicos da prefeitura teriam apontado irregularidades na obra e se recusado a assinar documentos para sua regularização.
A suspeita é de que, após a intervenção de agentes públicos, o então secretário municipal de Habitação e hoje ex vereador afastado por solicitação judicial da Câmara, Danilo, tenha assinado pessoalmente o alvará e a aprovação do projeto. O MPPR também investiga possível redução indevida de tributos cobrados na regularização do empreendimento.
O nome Fórmula Mágica é uma referência à suposta criação de atalhos ilegais! para transformar uma obra irregular em obra regular — por meio de influência pública e possível pagamento de vantagem indevida.
As informações são baseadas na nota divulgada pelo Ministério Público do Paraná. Os fatos estão sob investigação, e os citados têm direito à defesa e ao devido processo legal.
