Duas versões circulam na cidade. Uma nas redes propagada por um candidato a Deputado e vereador e reforçada por um vereador ex secretário de adminsitrações passadas que apoia outro candidato a deputado e ambos da oposição criaram a confusão . Outra versão é a oficial assinada em nota da Prefeitura.
A versão das redes dos vereadores diz: a Prefeitura vai aumentar o IPTU!!!
A Prefeitura responde: Não ! O que está em discussão não é aumento da alíquota.
Vamos explicar isso em linguagem mais simples
O IPTU tem duas peças
A alíquota — a porcentagem.
Em Guarapuava, é 0,20%. É uma das menores do Paraná. Em Ponta Grossa, por exemplo, chega a 0,80%.
O valor venal — o valor que a Prefeitura atribui ao imóvel para calcular o imposto.
Esse valor sai da Planta Genérica de Valores, a PGV.
O projeto em debate, o PL 27/2026, não mexe na porcentagem.
A alíquota continua 0,20%.
É isso que a nota oficial afirma. E é o ponto que precisa ficar claro.
Então o que o projeto faz?
Atualiza a planta de valores.
Ou seja: corrige o valor venal dos imóveis, que está defasado.
Isso não é invenção da gestão atual. O Tribunal de Contas do Paraná cobra essa atualização há anos. Planta velha distorce a cobrança: tem imóvel valorizado pagando como se ainda valesse o de uma década atrás.
Houve ainda um congelamento. A Lei 174, de 2022, segurou os valores. Depois, a Lei 201, de 2023, tirou o prazo e o congelamento ficou permanente.
A Prefeitura diz que isso criou uma distorção: quem tem imóvel de maior valor saiu mais beneficiado. Quem tem menos acabou carregando a conta de forma desigual.
O projeto, segundo o Município, serve para corrigir isso. Sem mudar a alíquota.
O carnê de 2026 é outra história
O IPTU deste ano já foi lançado com correção da inflação, o IPCA de 4,46%. Isso é reajuste previsto em lei. Não é o PL 27/2026. São coisas diferentes. Juntar os dois no mesmo post só confunde o morador.
O que ninguém deveria distorcer
Dizer que “a Prefeitura vai aumentar a alíquota do IPTU” não é o que está no projeto, segundo a nota oficial.
O PL 32/2025 foi dividido a pedido da Câmara. O PL 27/2026 ficou só com a parte dos valores dos imóveis. A Prefeitura afirma que o tema já foi tratado com Legislativo e Judiciário locais.
Imposto é assunto sério. Merece debate. Não merece recorte eleitoral.
A alíquota permanece 0,20%.
O que se discute é atualizar a planta para a cobrança ficar mais justa — não para trocar a porcentagem do imposto.
Quem quiser criticar o projeto, critique o projeto.
Quem transforma atualização de planta em “aumento de alíquota” está falando de uma lei que a Prefeitura diz que não existe.
SEGUE ABAIXO A NOTA OFICIAL NA INTEGRA
Nota de esclarecimento:
Em vista da disseminação de informações fora de contexto, veiculadas de forma a distorcer a realidade contida junto ao PL27/2026, essa Prefeitura Municipal vem a público restabelecer a verdade dos fatos.
Desde 2012 o TCE-PR informou ao Município, a necessidade de atualização da Planta Genérica de Valores – PGV, a qual, em linhas gerais, estabelece o valor venal dos imóveis.
Isso porque, a defasagem daquela planta genérica, que impacta diretamente a arrecadação municipal, prejudica investimentos em áreas essenciais, como saúde e educação.
Ocorre que a Lei 174, criada em 2022, distorceu a determinação do TCE, paralisando os valores do IPTU, pelo prazo de 02 anos.
Obviamente que com a estagnação dos valores do IPTU, os imóveis mais beneficiados são aqueles com maior valor agregado, cujo padrão de construção e localização possuem maior valorização.
Já em 2023, a Lei 201 extinguiu o prazo de vigência do congelamento, tornando-o permanente, sem apresentar qualquer solução à redução da arrecadação, causando grave distorção no sistema arrecadatório municipal, além de gerar irregular renúncia de receita.
Neste sentido, visando restabelecer a correta ordem tributária e equidade social, o Poder Executivo, apresentou o PL 32/2025, o qual JAMAIS tratou de aumento de IPTU em qualquer índice, a alíquota de imposto paga pelos guarapuavanos é de 0,20% com base no valor venal do imóvel.
Trata-se, portanto, de uma das alíquotas mais baratas do Brasil e ao contrário do que está sendo maliciosamente propagado ISSO NÃO MUDARÁ!
Ou seja, a alíquota continuará a mesma!
Posteriormente, atendendo solicitação da Câmara, a Prefeitura dividiu o PL 32/2025 em temas de interessa para facilitar a discussão naquela Casa de Leis, gerando o PL 27/2026, que trata exclusivamente do tema em debate.
Em verdade, o PL 27/2026 vem para corrigir essas distorções, sem aumentar a alíquota do imposto; em outras palavras, o referido projeto busca reparar essa histórica injustiça social, corrigindo a lógica até então aplicada, na qual os menos favorecidos pagam mais impostos.
Assim, esta Prefeitura vem a público, repudiar o uso de um tema tão sério às vésperas de uma das mais importantes eleições, com a única finalidade de distorcer os fatos, gerar temor na população e caos social, sem qualquer responsabilidade sobre fatos, números e fundamentos, já amplamente discutidos, inclusive com diversas autoridades dos Poderes Legislativo e Judiciário de Guarapuava.
Pedimos a todos, independente de escolhas políticas, que tenham responsabilidade com suas falas, ações e pré-julgamentos.
Deve-se ter mais respeito com a população, distorcer fatos intencionalmente, se mostra um desserviço à sociedade.
Nós da Administração Municipal, independentemente de calúnias, iremos seguir firmes no propósito de tornar Guarapuava uma cidade mais humana, mais justa e mais prospera.