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Duas horas e vinte da tarde. O sol pesado do início da semana sobre o asfalto da PR-170, na altura do quilômetro 382. Uma reta que parecia apenas mais um trecho de rotina para quem faz da boleia o seu sustento.
De repente, o estrondo ensurdecedor.
Três caminhões — toneladas de ferro, carga e velocidade — colidem violentamente. A força do impacto não deixou espaço para a sorte. Em questão de segundos, a rodovia que corta Guarapuava foi transformada em um cenário de destruição, destroços espalhados e desespero.
Quando o chamado chegou via rádio, a prioridade era o socorro imediato e conter o caos que se instalava na pista. Equipes policiais correram para isolar o trecho e prestar apoio ao Batalhão de Polícia Rodoviária. Mas, sob as ferragens retorcidas, o pior já havia se consumado: uma vida foi interrompida no local.
E é aí que a tragédia ganha contornos de profunda dor humana.
A notícia correu rápido. Em poucos minutos, dezenas de pessoas se aglomeravam às margens da rodovia. Entre curiosos atônitos, estavam os familiares das vítimas. Rostos em choque. O choro desesperado de quem chegava sem acreditar no que os próprios olhos viam: a perda brutal de um ente querido, ali, diante de um cordão de isolamento.
O trânsito foi totalmente bloqueado. Foram horas de trabalho tenso e silencioso das equipes de resgate e segurança para remover os destroços dos três gigantes e devolver o fluxo à pista. O corpo da vítima foi encaminhado ao Instituto Médico Legal de Guarapuava, onde os exames periciais darão nome e constatação formal à fatalidade.
O que causou a colisão? Uma falha mecânica? Um segundo de distração? Uma ultrapassagem arriscada? As respostas ainda não constam nos boletins oficiais. Estão agora nas mãos dos peritos.
Na PR-170, os caminhões foram recolhidos e a pista foi liberada. O tráfego voltou a fluir. Mas para quem esteve ali, e sobretudo para a família que voltou para casa com um vazio incurável, a tarde daquela segunda-feira nunca mais vai terminar.