César Silvestri Filho, o herdeiro político em crise de memória seletiva ?

 

FOTO ARQUIVO ULTIMA CAMPANHA POLÍTICA
  

          

Era tarde da noite quando o ex-prefeito César Silvestri Filho,  resolveu me zapear, como se ainda fosse o dono da chave da cidade.

Sem se importar com horário, entrou no whatsapp com ares de quem distribui ordens. Alertei, como faço com qualquer um — milionário ou não — que assuntos comerciais trato em horário comercial. Ele insistiu, elevou o tom, ofendeu. Ouvi. Como sempre ouço.

No começo vieram as provocações jocosas e desnecessárias, que dispenso reproduzir. Depois de uma resposta educada (mas detalhada), recuou, pediu desculpas e, finalmente, revelou a razão do incômodo: a obra da Rua XV de Novembro. A mesma obra cara, inacabada e impopular.

Silvestri jura que não tem “nada a ver” com o assunto. Sua fala:

Não tenho nada a ver com a obra da XV. Me colocar nesse contexto da notícia é incorreto. Se não gostou do adjetivo, te peço desculpas, mas também não gosto de ver meu nome citado de forma injusta e fora de contexto.”

Os fatos, não as versões

Vamos refrescar a memória do ex-prefeito:

  • Silvestri Filho comandou Guarapuava por 8 anos.

  • Elegeu seu sucessor, Celso Góes, seu ex-secretário de confiança.

  • Góes administrou a cidade por mais 4 anos.

  • Matemática básica: 8 + 4 = 12.

Portanto, o grupo político de César Silvestri governou Guarapuava por 12 anos seguidos. E foi esse mesmo grupo que pariu a lambança da Rua XV de Novembro: uma promessa que virou apenas uma quadra malfeita, rejeitada pelos comerciantes — especialmente no Natal, quando cada vitrine é vida ou morte para o comércio local.

A estratégia do general

É curioso notar: o mesmo César que, como prefeito, foi o general de batalha que elegeu Góes, também foi quem conduziu a campanha que derrotou o pupilo. Hoje, quem senta na cadeira é Denilsom Baitala — que, ao contrário de César, não nega alianças nem seu passado.

O incômodo do ex-prefeito não foi com a pergunta sobre a obra (que, diga-se, foi dirigida ao atual prefeito, não a ele). Foi o fato de o nome dele aparecer novamente ligado à herança política que deixou.

Política tem dessas: não dá para governar por 12 anos, apontar sucessores e depois bancar a neutralidade quando a conta chega. Se formos refletir a fundo, quantos secretários da última gestão eram indicados políticos de Góes? E quantos dos quase 300 cargos da gestão passada eram indicações diretas do Celso e não tinham o aval de César, ou eram continuidades do mesmo???

Vamos a pergunta que não cala

Então, convém repetir em alto e bom som, sem jocosidade ou ofensas :

E a XV de Novembro, "prefeito Baitala", como fica depois da obra inacabada da turma de César Silvestri?

O resto é birra de madrugada de quem governou a cidade por 12 anos e agora tenta, tarde demais, dizer que “não tem nada a ver” com o que o seu grupo deixou.

O vídeo está "no meu instagram  ", bombou,  como sempre acontece com o que posto por lá, afinal , ontem, novamente ultrapassamos a marca do milhão de visualizações mês!

GUARAPUAVA FATOS

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