A Fé é Imune, mas o PIX Está Vigiado no Governo do PT : Receita Federal Aperta o Cerco às Finanças das Igrejas



                         "ANO NOVO E MAIS GRANA PARA O GOVERNO"

Nova fase de monitoramento cruza dados de transferências, contabilidade e destino do dinheiro. Mensagem do Fisco: dízimo na conta da igreja, sim; na conta do pastor, não.

Um novo capítulo na relação entre o sagrado e o fisco começou a ser escrito. Não é um imposto sobre a fé – a Constituição proíbe. É uma vigilância de ferro sobre o dinheiro que circula por ela. A Receita Federal está com os olhos (e os algoritmos) voltados para cada centavo que entra via PIX nas contas de igrejas e entidades religiosas. O objetivo: separar o que é de Deus do que é, simplesmente, de alguém.


O altar está imune. O caixa, não. Em um movimento silencioso porém decisivo, a Receita Federal apertou o botão de monitoramento sobre as movimentações financeiras das igrejas brasileiras. O alvo principal: a enxurrada de recursos que chega via PIX.

A medida não cria tributos. O que ela faz é mais sutil e potente: ilumina a trilha do dinheiro. A partir de agora, cada transferência, cada dízimo digital, cada oferta eletrônica deve estar devidamente registrado na contabilidade oficial da instituição. O cruzamento de dados em tempo real permite aos agentes fiscais um raio-X inédito da saúde financeira dos templos.

A Linha Tênue que o Fisco Quer Ver Clareada

O cerne da questão, segundo entendimento da Receita, é a separação absoluta entre o patrimônio da igreja e o patrimônio pessoal de seus líderes. Dízimos e ofertas devem fluir exclusivamente para as contas bancárias oficiais da entidade religiosa.

Aqui mora o risco. Transferências para contas-pessoais de pastores, bispos ou dirigentes agora são um farol vermelho para o sistema. Se não houver comprovação cristalina de que aquele valor foi integralmente aplicado nas atividades essenciais da igreja – manutenção, caridade, obras –, a porta se abre para questionamentos, autuações e pesadas sanções administrativas.

“É uma questão de transparência e organização”, resume o entendimento do Fisco. Em outras palavras: a gestão precisa ser tão santa quanto a missão.

O que Muda na Prática para as Igrejas de Guarapuava?

Para o padre, o pastor, o dirigente espírita, a regra é clara:

  1. Contabilidade Impecável: Todo PIX recebido deve ser lançado e justificado.

  2. Contas Separadas: A conta bancária da igreja é inviolável. Não é cofre pessoal.

  3. Destino Comprovado: O dinheiro da comunidade precisa ter rastro claro de aplicação na própria comunidade ou nas obras da instituição.

A Receita garante que a imunidade tributária – pilar secular da relação Estado e religiões – permanece intocada. O que não permanece, da mesma forma, é a opacidade. A era da prestação de contas apenas ao céu chegou ao fim. Agora, o fisco também quer ver.


Roberto Lobo  para o Guarapuava Fatos.
A vigilância chegou ao rebanho. Num país de fervor religioso e de escândalos financeiros que muitas vezes usam a fé como capa, o movimento da Receita é um terremoto silencioso. Vai separar o joio do trigo nas finanças divinas. E promete revelar, em dados e extrato bancários, quem realmente pratica o que prega. E claro o governo Lula vai faturar MAIS!!!

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