"Corrupção e Impunidade em Palmital: Ex-Prefeito e Secretário São Acusados de Usar Maquinário Público para Interesses Particulares"

 


Um caso que causa indignação e revolta em Palmital: o ex-prefeito Valdenei de Souza, mais conhecido como Ney, está no centro de uma investigação que pode marcar um dos maiores escândalos de corrupção envolvendo o uso de bens públicos no município. O Ministério Público do Estado do Paraná (MPPR) não poupou esforços ao mover uma ação contra o ex-gestor, que é acusado de improbidade administrativa por atos que afrontam diretamente os princípios da legalidade e da moralidade no serviço público.

Segundo documentos do processo, o MPPR instaurou um procedimento para apurar irregularidades graves durante a gestão de Ney, envolvendo maquinário, servidores e recursos públicos usados para interesses particulares. O que parecia ser uma simples denúncia, agora revela um esquema profundo e bem orquestrado para beneficiar terceiros às custas do dinheiro público.

A investigação revelou que equipamentos e servidores da Prefeitura de Palmital foram utilizados em uma propriedade privada na região do Alto da Balsa, sem qualquer autorização formal ou pagamento de taxas. Segundo relatos, a situação foi resolvida “na base da amizade” – uma frase que expõe de forma chocante o desprezo absoluto pelas regras da administração pública.

O caso não para por aí. O ex-secretário rodoviário, Jurandir Visentin, foi ouvido em depoimento e confirmou que os serviços foram prestados por ordem verbal do próprio prefeito, com máquinas públicas sendo utilizadas para a retirada de 140 caçambas de cascalho e serviços de terraplanagem em um terreno privado, onde se pretendia implantar um estande de tiro. O beneficiário direto dessa ação ilegal foi Josenei Martins, que, como apontado pelo Ministério Público, sabia da ilegalidade da operação, uma vez que não houve formalização nem pagamento de qualquer tipo de taxa.

O laudo técnico realizado pela investigação indicou que o prejuízo ao erário e o benefício ilícito ultrapassaram a marca de 36 mil reais. Este valor é apenas uma parte do rombo causado, já que o uso indevido da máquina pública configura enriquecimento ilícito e desrespeito ao bem coletivo.

Diante das provas contundentes, o Ministério Público ofereceu Acordos de Não Persecução Civil. O ex-prefeito e o ex-secretário aceitaram as condições, comprometendo-se a ressarcir o erário e a cumprir com sanções acordadas. No entanto, o terceiro envolvido, Josenei Martins, mesmo após o pedido de isenção de multa negado e o parcelamento aceito, não formalizou o acordo, perpetuando a sensação de impunidade e descaso com o dinheiro público.

Este caso é um reflexo do uso irresponsável da máquina pública, do favorecimento de amigos e da imoralidade que ainda predomina em algumas gestões municipais. A população de Palmital, já cansada de promessas vazias, exige justiça e respostas rápidas. A sensação de impunidade que toma conta da cidade clama por punições exemplares, para que o patrimônio público deixe de ser tratado como propriedade pessoal de gestores e aliados.

A indignação é geral. A população pede um basta a práticas que enriquecem ilícitamente poucos e prejudicam todos. O caso continua sendo acompanhado de perto, e as autoridades devem se manter firmes para garantir que a justiça seja feita.

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