O Último Adeus de Robson: Um Crime na Madrugada que Deixa Rastro de Sangue e Silêncio




Nesta segunda-feira, enquanto Guarapuava acorda para a rotina, o silêncio no Vila Carli é de outro tipo. É o silêncio pesado do luto.

 Às 10h, a tristeza tomou conta do  Cemitério Jardim da Paz, a terra  recebeu Robson José de Jesus, 31 anos

Uma vida interrompida a tiros na madrugada de domingo, em um crime que ainda ecoa nas ruas vazias do Jardim das Américas e na cabeça dos investigadores.

O corpo já foi identificado por familiares no IML. O velório ocorreu  em casa, no bairro que viu Robson crescer. Mas a pergunta que paira no ar, mais forte até que a dor, é simples e aterradora: por quê?

A Madrugada Virou Polícia.

A história começa (ou termina) por volta da 1h do dia 4. O toque de celular rompe o silêncio da central. Chamado de socorro. Homem baleado. No Jardim das Américas.

Quando os socorristas chegaram, a cena era a que se repete com frequência macabra nas estatísticas da violência: um homem caído no chão, vítima de disparos de arma de fogo. As tentativas de salvá-lo foram inúteis. A vida escapou entre as mãos dos profissionais. No asfalto, só restou a mancha e o mistério.

A primeira pista veio de um depoimento carregado de angústia. Quem falou foi o irmão da vítima. Disse ter ouvido os estampidos, o barulho seco que fende a noite. Ao correr para a rua, encontrou o cenário de pesadelo: Robson, já caído.

A Polícia Militar moveu-se. Diligências, buscas, portas batidas. Moradores ouvidos. O que viram? O que ouviram? Naquele momento, a comunidade, entre o medo e o choque, pouco tinha a oferecer. Ou pouco quis oferecer.

O Rastro Fria.

As buscas não encontraram a arma. Nenhum suspeito foi detido. A motivação? Um grande ponto de interrogação. Roubo? rixa pessoal? acerto de contas? Tudo é possível, nada é concreto.

O que se sabe é que um homem está morto. Um filho, um irmão, talvez um pai. O Boletim de Ocorrência foi lavrado, um processo nasceu.

 Agora, o caso está nas mãos dos investigadores, que tentarão costurar uma verdade a partir de fios quebrados.

Enquanto isso, no Vila Carli, a família se despediu. E a cidade, mais uma vez, se pergunta até quando a madrugada será o horário preferido da morte.




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