O PLANO DO REPUBLICANOS É "A" ALEXANDRE CURI CANDIDATO AO GOVERNO
🔍 O fato Na manhã de ontem quarta-feira (1º),, o presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, Alexandre Curi, oficializou sua filiação ao Republicanos.
Ao deixar o evento ao lado do presidente nacional da legenda, Marcos Pereira, e do presidente estadual, deputado federal Pedro Lupion, Curi saiu com o partido empurrando seu nome para a disputa pelo governo do Estado.
⚠️ O ponto de ruptura A filiação encerra o suspense sobre a saída de Curi do PSD — legenda do governador Ratinho Junior. Em discurso, o deputado foi direto: o Republicanos “participará da eleição majoritária com o seu nome como pré-candidato ao Governo do Estado” e afirmou que não trabalha com plano B.
Nas redes sociais, Curi tentou reduzir o tom: classificou o momento como “um novo capítulo” e afirmou que a mudança “não representa ruptura”, assegurando que continuará a contribuir com o projeto político que governa o Paraná. Mas a política não perdoa o relógio: a janela partidária, que se encerra na sexta-feira (3), acelerou a decisão.
📌 Por que saiu do PSD Fontes e apurações indicam que Curi esperava uma indicação para ser o nome do PSD ao governo — indicação que não veio. Diante da pressão do calendário eleitoral, o Republicanos tornou-se a rota para manter viva sua pré-campanha.
✨ O que muda na sucessão Politicamente, a mudança dá a Curi algo até então inédito nesta disputa: voo próprio. Como presidente da ALEP e deputado em sexto mandato, ele deixa o abrigo do governador e ganha um palanque partidário disposto a bancar sua entrada imediata na corrida.
Para o campo governista, o efeito é dispersão. Menos de 24 horas antes, o governador Ratinho havia recebido Cristina Graeml no PSD; já Rafael Greca havia migrado para o MDB. Com Curi fora, o grupo palaciano entra na pré-campanha mais fragmentado, sem um herdeiro unificado.
🔎 Conclusão A filiação de ontem quarta não encerra a sucessão de 2026 no Paraná — ela redesenha o tabuleiro.
Alexandre Curi deixou de ser um nome em compasso de espera e tornou-se um ator com autonomia partidária, palanque próprio e maior capacidade de pressão. O suspense acabou no PSD. A briga, agora, cresceu — e acontece, decisivamente, fora dele.
