Guarapuava viveu momentos de tensão na tarde deste domingo (24 de maio de 2026), no bairro Industrial. Uma ocorrência que começou como uma simples denúncia de perturbação do sossego terminou com um adolescente de apenas 13 anos sendo apreendido pela Polícia Militar após uma arriscada fuga conduzindo um ciclomotor irregular.
De acordo com o COPOM, várias pessoas ligaram reclamando de um veículo, que parecia uma motocicleta ou “mobilete”, trafegando com escapamento barulhento e provocando grande incômodo na vizinhança. Durante patrulhamento de rotina, uma equipe da PM avistou o condutor.
Ao perceber a viatura, o jovem tentou uma manobra evasiva, perdeu o controle da moto e caiu. Mas a história não terminou ali. Mesmo caído, o adolescente se levantou rapidamente, montou novamente no ciclomotor e disparou em alta velocidade, ignorando ordens de parada, desrespeitando sinalizações e colocando em risco a própria vida e a de terceiros.
A fuga durou cerca de seis quadras, até que o menor perdeu o controle mais uma vez e caiu. Na abordagem, os policiais se depararam com um ciclomotor sem placa e sem qualquer número de identificação — completamente irregular. O jovem ainda ofereceu resistência, obrigando os militares a usarem força moderada para contê-lo.
Só então foi possível identificar: tratava-se de um menino de apenas 13 anos. O pai do adolescente foi acionado e acompanhou todo o procedimento no local.
O jovem apresentava escoriações pelo corpo em razão das quedas e foi imediatamente encaminhado à UPA Batel para atendimento médico. Em seguida, foi conduzido à Delegacia de Polícia Judiciária, onde foram tomadas as medidas cabíveis. O ciclomotor foi apreendido e removido ao pátio do 16º Batalhão da Polícia Militar.
Casos como este têm se tornado cada vez mais frequentes nas ruas de Guarapuava: menores de idade pilotando veículos irregulares, muitos sem capacete, sem habilitação e sem o menor senso de responsabilidade. Uma realidade perigosa que expõe não apenas os próprios jovens, mas toda a população ao risco de tragédias.
A Polícia Militar segue atenta e cobra maior conscientização das famílias.
