Na manhã do dia 5 de julho de 2026, às 7h43, no bairro Morro Alto, uma mulher de 31 anos rompe o silêncio e busca socorro no Batalhão da Polícia Militar. O que ela carrega não é apenas um relato — é um pedido urgente de proteção.
Segundo a vítima, o companheiro, de 30 anos, deveria ter retornado para casa por volta das 22h da noite anterior. Mas não voltei. Desapareceu durante toda a madrugada.
Horas depois, surge — às 7 da manhã.
Alterado. Com sinais evidentes de uso de substâncias entorpecentes.
O que vem em seguida é uma escalada de tensão.
Ao ser questionado, o homem reage com agressividade. A discussão rapidamente foge do controle. E então, a ameaça: palavras que carregam peso de morte.
Não apenas contra a mulher.
Mas também contra a própria filha do casal. Um bebê de apenas um ano de idade.
Diante do risco iminente, a vítima toma uma decisão crucial: fugir.
Ela sai de casa, rompe o ciclo de violência naquele momento e corre até a polícia. Um ato de coragem em meio ao medo.
A equipe policial se desloca até o endereço informado. Mas já é tarde.
O agressor desapareceu.
Fugiu antes da chegada dos policiais.
A vítima recebeu orientações sobre medidas legais e proteção judicial — um caminho necessário diante da gravidade da situação.
O caso foi registrado.
Mais um episódio que expõe uma realidade dura: a violência que começa dentro de casa e ameaça o que deveria ser mais seguro — a própria família.


