Vereadores Professores Saulo, Terezinha e Cris ao lado de Gilson: Guarapuava mira Brasília
Três professores e um pastor. Todos vereadores (e vereadoras) de Guarapuava. Ideologias diferentes, trajetórias distintas, mas um mesmo destino na mira: Brasília. O objetivo é um só — representar a cidade onde as decisões nacionais se fazem.
Professor Saulo (Novo) estreia no jogo maior. Nas últimas eleições somou 1.670 votos. Evangélico, ligado a uma das igrejas mais fortes da cidade, tenta agora o salto para a Câmara Federal.
Do outro lado do espectro, a professora Terezinha, da hoste petista, também busca a vaga de deputada federal. Fez 1.503 votos como vereadora. O PT em Guarapuava, aliás, não para por aí. Com a confirmação de Gleisi Hoffmann como candidata ao Senado, a segunda vaga da chapa ficou com o ex-deputado federal Dr. Rosinha, que indica a vereadora Cris Wainer para a suplência. Ela fez 1.148 votos na disputa municipal.
Não é estreante o Gilson da Ambulância (hoje com o PR à frente do nome, saindo do PSB). Nas últimas eleições alcançou 2.055 votos. Deve carregar consigo a representação da igreja que frequenta — e, quem sabe, de toda a congregação espalhada pelo Paraná.
Boa sorte a elas e a eles.
O caminho, porém, é estreito e, para muitos, impossível. Guarapuava tem hoje 133.671 eleitores aptos. O coeficiente eleitoral do Paraná para 2026 é projetado em cerca de 210 mil votos. A conta é simples e cruel: mesmo que todos os guarapuavanos depositassem o voto em um único nome, ainda faltariam mais de 76 mil para alcançar o quociente. O colégio eleitoral local, sozinho, não elege deputado federal.
Quanto a Cris Wainer, o destino depende exclusivamente do desempenho do Dr. Rosinha.
É a velha matemática da política paranaense: desejo não substitui quociente.
