Pistola à mostra, Saveiro na porta e uma pergunta ameaçadora: “Cadê seu sobrinho?”. Polícia procura agressor que fugiu antes da chegada das viaturas. Caso expõe acerto de contas do crime organizado na frente de residências de Guarapuava.
MEIO-DIA EM PONTO. A CALMA DO MORRO ALTO É ESTILHAÇADA POR UM CARRO, UMA ARMA E UMA PERGUNTA QUE CHEIRA A MORTE.
Um homem desce de uma Saveiro CS ST MB — placa não anotada, cor não informada, intensão muito clara. Na mão, uma pistola. Nos olhos, a fúria calculista de quem não veio para conversar. Na mira, um morador de 43 anos, paralisado na própria calçada.
O crime leva segundos para acontecer.
A cena: arma apontada diretamente para a vítima.
A exigência: o paradeiro de um sobrinho — supostamente metido com o tráfico e com uma dívida que agora respinga sangue na família.
O tom: puro e simples terror psicológico.
O AGRESSOR NÃO GRITOU. NÃO DISCUTIU. SÓ EXIGIU.
E antes que a polícia chegasse, desapareceu. Como quem sabe o tempo exato entre a ameaça e a fuga.
A PM foi acionada às 12h31. Encontrou a vítima ainda em estado de choque, a casa em silêncio tenso, a rua voltando ao normal como se nada tivesse acontecido. Patrulhamento foi feito, pistas foram buscadas, portas batidas.
Nada.
O suspeito evaporou.
A arma, idem.
O medo, esse ficou.
DETALHES DA CENA QUE A BO (BOLETIM DE OCORRÊNCIA) NÃO CONTA, MAS A POPULAÇÃO SENTE NA PELE:
A pistola não era para enfeite. Estava na altura do rosto.
O motor não foi desligado. Sinal de ação rápida, planejada.
A dívida não era de dinheiro. Era de tráfico. E no mundo do tráfico, cobrança se faz com chumbo, não com papel.
A vítima, agora, vive sob a sombra de uma pergunta:
E se ele voltar?
PARA A POLÍCIA, É UM BO.
PARA QUEM MORAVA ALI, É UM LIMITE CRUZADO.
O crime organizado não espera mais a noite ou o beco escuro.
Chega de Saveiro, em pleno meio-dia, na porta de casa.
O CASO ESTÁ REGISTRADO. O HOMEM ARMADO, NÃO IDENTIFICADO. E O MORRO ALTO, MAIS UMA VEZ, VIRA PALCO DE UM RECADO QUE TODOS ENTENDEM, NINGUÉM FALA, E A POLÍCIA TENTA DESVENDAR A POUCOS METROS DO SILÊNCIO.
O QUE SABE ATÉ AGORA (EM TÓPICOS DIRETOS):
🔹 QUANDO: 6 de janeiro de 2026, por volta de 12h30
🔹 ONDE: Bairro Morro Alto, Guarapuava – frente a uma residência
🔹 VEÍCULO DO SUSPEITO: VW Saveiro CS ST MB (cor e placa não informadas)
🔹 ARMA: Pistola, apontada à altura do rosto da vítima
🔹 MOTIVAÇÃO: Cobrança de dívida supostamente ligada ao tráfico, contra um sobrinho da vítima
🔹 STATUS: Suspeito fugiu antes da polícia chegar. Buscas realizadas, nenhum preso.
🔹 PRÓXIMOS PASSOS: Boletim de ocorrência lavrado. Investigações em andamento.
Enquanto a polícia procura um homem e uma Saveiro, o recado já foi dado. Na guerra invisível do tráfico, as fronteiras desapareceram. A rua virou sala de acerto de contas. E o relógio marcando meio-dia não é mais garantia de nada – só o horário em que um homem armado pode estacionar na sua porta e perguntar, na ponta da pistola, por alguém que você nem sabe onde está.
📍 REPORTAGEM: GUARAPUAVA FATOS COM INFORMAÇÕES B.O 16 º BPM | COM A VISÃO CRUA DA REALIDADE.