"GUERRA DE IRMÃS EM GUARAPUAVA: MADEIRA VOOU, SANGUE CORREU, E A MÃE FICOU DO LADO DE FORA DO PORTÃO"


"A mãe fica do lado de fora do portão. Uma irmã ataca a outra com um pedaço de madeira. O que transforma sangue do mesmo sangue em inimigos mortais? CLIQUE E DESCUBRA OS DETALHES DESTE DRAMA FAMILIAR QUE PARECE SAÍDO DE UMA NOVELA, MAS ACONTECEU AQUI EM GUARAPUAVA."



Conflito por terra, casa e afeto levou irmã a arremessar pedaço de madeira contra a outra. Polícia foi chamada, BO foi feito, ninguém foi preso. E a mãe, coitada, não pode nem entrar no pátio.



Era para ser um lar. Virou um campo de batalha. Na manhã desta terça-feira (6), por volta das 8h38, o que restava de uma relação familiar na Vila Carli, em Guarapuava, foi reduzido a hematomas, madeira atirada e uma mãe trancada do lado de fora de sua própria história.

De um lado, uma mulher de 52 anos. Do outro, sua irmã, de 30. No meio, um terreno – e décadas de mágoa que explodiram no ar, na forma de um pedaço de pau.

A cena é digna de um roteiro trágico: a mais velha chegava à residência, quando a mais nova, que mora nos fundos, sem diálogo, sem aviso, lançou um objeto contundente. A madeira acertou em cheio o braço esquerdo da irmã, deixando um hematoma roxo e uma pergunta no ar: como se chega a esse ponto?

A resposta, segundo o boletim de ocorrência, é uma escalada lenta e venenosa. A convivência, já arranhada há meses, deteriorou-se de vez quando a irmã mais velha passou a morar no mesmo terreno. A mais nova não aceita a presença dela. O ódio, diz a vítima, é tamanho que se estende até a própria mãe – impedida de entrar no pátio da casa da filha mais nova. Sim, a mãe. Fica do lado de fora, como uma estranha.

A Polícia Militar compareceu, ouviu os gritos que já haviam silenciado, viu o ferimento que falava mais que as palavras. Orientou. Lavrou o BO. Não prendeu ninguém. O caso agora é registrado como lesão corporal e segue para as mãos da Justiça – que terá a ingrata tarefa de tentar costurar o que o rancor rasgou.

ENQUANTO ISSO, NA SUPERFÍCIE 
Dois quintais, uma família. Três mulheres, uma guerra. O que vale mais: o pedaço de chão ou o pedaço de irmã? A cena é um retrato cru de como algumas heranças não são de terra, mas de ódio. E o objeto da discórdia, desta vez, não foi um testamento, mas um pedaço de madeira atirado com força total. A polícia trata como lesão corporal. Um psicólogo trataria como família em estado terminal. E a mãe, lá fora, é a testemunha maior de um naufrágio que começou muito antes do primeiro golpe.


CRÉDITO: Guarapuava Fatos  B.O  16 ª BPM  / Com estilo de quem entende que, às vezes, a reportagem precisa contar não só o fato, mas o drama humano que o sustenta.

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