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GUARAPUAVA, 22/02/2026 — 04h21min – Um cruzamento que deveria ser apenas mais um ponto do cotidiano acordou na madrugada de ontem envolto em destroços, interrogações e o silêncio pesado de um semáforo que, segundo relatos de testemunhas, estava em modo intermitente no exato momento em que duas vidas — e dois veículos — colidiram no Centro de Guarapuava.
Era madrugada ainda, pouco depois das 04h, quando a Polícia Militar foi acionada para um acidente de trânsito classificado oficialmente como sinistro complexo no cruzamento da Rua Vicente Machado com a Rua XV de Novembro — local tradicionalmente movimentado, mas desta vez palco de confusão e abandono.
Segundo o relato de uma testemunha, uma jovem de apenas 18 anos que estava no local, o veículo Jetour X70 Plus — dirigido por um homem de 26 anos — seguia no sentido Vila Carli/Trianon quando, em alta velocidade, colidiu violentamente com um Nissan Versa que trafegava no sentido Alto da XV/Boqueirão. Ainda não se sabe por que o motorista do Nissan evadiu-se, deixando para trás seu carro e uma série de perguntas sem resposta.
O cruzamento é sinalizado por semáforos, mas de acordo com informações dos agentes no local, o equipamento estava em modo intermitente no momento da colisão — um fator que, se confirmado, pode ser peça-chave para entender como tudo aconteceu.
Quando os policiais chegaram, encontraram o condutor do Jetour ainda no local. Aos socorristas e familiares ele relatou fortes dores no tórax e apresentava um hematoma evidente na testa, marcas de um impacto que o lançou contra o volante. Por volta das 05h, ele foi encaminhado ao Hospital São Vicente por um familiar de 36 anos, que o acompanhou em ambulância improvisada por parentes.
Do choque restaram não apenas ferimentos, mas estragos materiais consideráveis. Ambos os veículos sofreram danos, e um poste de sinalização semafórica foi atingido — um indicativo de que a força da colisão excedeu os limites naturais de um simples acidente de trânsito.
Enquanto o Jetour foi liberado à família e removido com um guincho particular, o Nissan Versa permaneceu no local e foi posteriormente removido ao pátio do 16º BPM, onde permanece sob custódia das autoridades até esclarecimentos complementares.
A fuga do motorista do Nissan abre uma vertente que transcende o caráter técnico da ocorrência: o que levou aquele condutor a abandonar o local? Havia outras circunstâncias envolvidas? As autoridades ainda não se manifestaram oficialmente sobre possíveis motivos para a evasão — nem sobre eventuais infrações que possam estar diretamente ligadas ao caso.
O inquérito policial deve seguir investigando, com foco tanto nas causas técnicas quanto nas circunstâncias humanas que cercaram o evento. Enquanto isso, moradores e comerciantes da região continuam interpelados pela pergunta mais simples — e talvez mais inquietante — de todas: como um cruzamento comum se transformou, em questão de segundos, no cenário de uma colisão com feridos, danos públicos e um mistério a ser desvendado?
Reportagem em atualização — aguarde mais informações sobre o caso.
