VIOLÊNCIA DOMÉSTICA EM TRIANON: MULHER SE DEFENDE COM OBJETO CORTANTE E AGRESSOR É ENCAMINHADO PARA A DP




Eram 7h31 da manhã do dia 06 de junho de 2026, quando uma equipe policial foi acionada para mais um caso de violência doméstica no bairro Trianon. O que era para ser um lar, mais uma vez se transformou em cenário de conflito e agressão.

No local, os policiais encontraram o casal em meio a um desentendimento acalorado. O homem, apontado como autor das agressões, estava visivelmente alterado. A mulher, em relato claro aos agentes, contou que precisou se defender das agressões sofridas e, para isso, desferiu um golpe com um objeto cortante na mão do companheiro, causando um corte superficial.



Diante dos fatos, o masculino recebeu atendimento médico na UPA e, logo em seguida, foi encaminhado à 14ª SDP para os procedimentos cabíveis.

O que diz a Lei?

A Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006) foi criada exatamente para proteger a mulher de situações como esta. A lei considera violência doméstica e familiar contra a mulher qualquer ação ou omissão baseada no gênero que lhe cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico, e dano moral ou patrimonial.

Mesmo em casos de legítima defesa, a ocorrência é registrada e investigada. Agressões físicas no âmbito familiar são crimes de ação penal pública incondicionada, ou seja, o Estado tem o dever de investigar e punir, independentemente de representação da vítima.

Dependendo da gravidade, o agressor pode responder por lesão corporal (art. 129 do Código Penal), com agravantes quando praticada contra mulher no âmbito doméstico, podendo chegar a prisão e medidas protetivas de urgência (como afastamento do lar e proibição de aproximação).


Uma realidade que ainda assusta

Casos de violência doméstica não param. Muitas vezes começam com “discussões bobas” e terminam com ferimentos, traumas e vidas destruídas. A mulher, mais uma vez, foi obrigada a se defender para não sair ainda mais machucada.



A manhã que deveria começar em paz terminou com viaturas, atendimento médico e uma ocorrência na delegacia.

Se você ou alguém que conhece está passando por situação de violência doméstica, não hesite: procure ajuda. Ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher) ou acione a Polícia Militar.

A tolerância zero com a violência contra a mulher não é apenas uma frase. É lei.


Fica o alerta forte: a casa não pode ser um lugar de medo. Violência doméstica tem que acabar. LIGUE 180

GUARAPUAVA FATOS

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