Nesta terça-feira (7), o Ministério Público do Paraná, com Gaeco e Gepatria de Guarapuava, cumpre 41 mandados de busca e apreensão na segunda fase da Operação Chão de Giz. A ação mira uma organização criminosa que dominava fornecimento de asfalto para dezenas de municípios paranaenses por meio de corrupção e fraudes em licitações.
Segundo o promotor de Justiça, Pedro Henrique Brazão, o grupo pagava propinas para serem beneficiados.
Investigadores apontam acordos ilícitos: agentes públicos favoreciam o grupo em contratos e recebiam propina de até 10% do valor. As buscas atingem cinco municípios: Grandes Rios (8 mandados, incluindo dois ex-prefeitos), Mauá da Serra (6, com ex-prefeito), Rio Branco do Ivaí (11, com atual prefeito), Ortigueira (10, com presidente da Câmara) e Laranjal (6, com secretário).
A primeira fase, em 2022, já desvendou corrupção, organização criminosa, fraudes, lavagem de dinheiro e peculato em Cândido de Abreu e Cidade Gaúcha. Denúncias por improbidade e crimes foram apresentadas.
Possível pena: Corrupção passiva/ativa (arts. 317/333, CP): 2 a 12 anos de reclusão. Fraude em licitação e organização criminosa elevam as penas significativamente.


