Quem aí também percebeu como o preço dos combustíveis disparou nos últimos 12 meses?
Se fosse na época do Bolsonaro, a crítica seria unânime e diária na imprensa e nas redes. Hoje, o silêncio é ensurdecedor.
O Brasil, um dos maiores produtores de petróleo do mundo, convive com gasolina e diesel cada vez mais caros. Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP), o preço médio da gasolina comum subiu cerca de 15% a 20% em várias regiões do país no último ano, dependendo do estado. Em algumas capitais, o litro já ultrapassa os R$ 6,00.
Quem paga a conta são o trabalhador, o motorista de aplicativo, o caminhoneiro, o pequeno empresário e milhões de famílias brasileiras. O aumento não fica só na bomba: ele se espalha pelo frete, pelo custo dos alimentos no supermercado e pelo custo de vida geral da população.
Somado à alta da carga tributária e ao encarecimento de outros produtos essenciais, o poder de compra do brasileiro encolhe mês a mês. O que era para ser uma vantagem competitiva — sermos grandes produtores de óleo — vira, na prática, mais um peso no bolso de quem menos pode.
A pergunta que fica: até quando vamos aceitar isso sem cobrar responsabilidade?