Agosto Lilás reúne rede de proteção em Guarapuava

 




Vinte anos depois da criação da Lei Maria da Penha, Guarapuava reuniu quem está na linha de frente do combate à violência contra as mulheres.

Nesta quinta-feira, 28 de agosto, a Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres promoveu, na Unicentro, uma edição especial da Reunião da Rede de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres. A atividade fez parte da programação do Agosto Lilás.

O encontro reuniu representantes de instituições públicas, órgãos de Justiça, segurança, assistência social e universidade. Em pauta: os avanços da Lei Maria da Penha, os desafios que ainda persistem e a necessidade de uma rede preparada para acolher e proteger mulheres em situação de violência.

A secretária municipal de Políticas para as Mulheres, Laura Vasconcelos, afirmou que o debate também foi uma oportunidade para avaliar os efeitos da legislação ao longo de duas décadas.

“Estamos reunidos para debater o antes e o depois da Lei Maria da Penha, os avanços que tivemos e os desafios que ainda temos pela frente.”

Atendimento psicológico e jurídico

A reunião contou com a participação do Núcleo Maria da Penha, o Numap, projeto de extensão da Unicentro ligado à Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.

O núcleo, instalado no Campus Santa Cruz, oferece acolhimento gratuito nas áreas de Psicologia e Direito para mulheres vítimas de violência doméstica e familiar.

Segundo a coordenadora Marion Regina Stremel, o Numap é parte essencial da rede de apoio existente no município.

“Prestamos serviço de acolhimento às mulheres vítimas de violência doméstica e familiar, com atendimento nas áreas da Psicologia e do Direito.”

O advogado João Carlos Gotargo Corrêa explicou que grande parte dos atendimentos começa pelo pedido de medidas protetivas, mas também envolve divórcio, pensão, guarda dos filhos, partilha de bens e acompanhamento de processos criminais.

“A medida protetiva é, geralmente, a porta de entrada para que essa mulher esteja em segurança e possa ser afastada do agressor.”

A reunião encerrou as ações do Agosto Lilás reforçando uma mensagem: combater a violência contra a mulher exige lei, acolhimento e uma rede que funcione quando ela mais precisa.



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