GUARAPUAVA – Uma madrugada de pânico e impotência. O relógio mal marcava as primeiras horas do dia quando o silêncio da noite foi brutalmente estraçalhado na região da Praça da Ucrânia, em Guarapuava. Um estabelecimento comercial, que deveria ser um local de trabalho e sustento, transformou-se no palco de uma tentativa de furto audaciosa, protagonizada por um homem que, segundo moradores, é um velho conhecido do submundo do crime.
A Polícia Militar foi acionada para atender à ocorrência, e no local, encontrou o proprietário do comércio, ainda visivelmente abalado, mas determinado a relatar os momentos de terror que viveu. Ele reside no pavimento superior da loja e foi o som ensurdecedor que veio da rua que o despertou. Um barulho seco, forte, que ecoou na escuridão, quebrando a paz da madrugada.
Curioso e apreensivo, o comerciante se aproximou da janela. E o que viu o deixou em choque. Ali, na calada da noite, um homem de 31 anos, com uma fúria inexplicável, arremessava uma pedra contra a porta de vidro de seu estabelecimento. O impacto foi violento, mas, por um milagre, a estrutura resistiu, impedindo o arrombamento imediato.
Mas a audácia do criminoso não parou por aí. Num acesso de desespero e persistência, ele passou a desferir uma sequência implacável de chutes contra a porta, numa tentativa frenética de invadir o local. Cada golpe era um eco da violência que ameaçava o patrimônio e a tranquilidade do comerciante.
Foi então que o destino interveio. Ao perceber a presença da vítima, que observava a cena do alto, o ladrão, pego em flagrante, interrompeu sua ação. Em um piscar de olhos, ele se virou e empreendeu fuga, desaparecendo na escuridão da Praça da Ucrânia, como um fantasma que se dissolve na noite.
O mais alarmante, segundo o relato do proprietário, é que o autor do crime não é um desconhecido. Ele é, infelizmente, uma figura já carimbada na região pela prática de furtos, um rosto familiar para os moradores que convivem com a constante ameaça da criminalidade.
Com base nas informações e nas características fornecidas pela vítima, os policiais militares iniciaram um patrulhamento intensivo por toda a área, vasculhando cada beco, cada rua, na esperança de capturar o fugitivo. No entanto, apesar dos esforços, o homem não foi localizado.
Ao final da ocorrência, restou à equipe policial a formalização do boletim de ocorrência, um registro burocrático de mais uma noite em que a criminalidade tentou impor seu domínio, mas encontrou a resistência de um cidadão e a pronta resposta da polícia. A busca pelo "fantasma da Praça da Ucrânia" continua.
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