Em menos de oito horas, dois tornados foram confirmados no Estado.
O primeiro registro foi em Francisco Alves, no Noroeste do Paraná.
Eram por volta das cinco da tarde de ontem quarta-feira.
O fenômeno atingiu uma área pequena, teve curta duração e, até agora, não há confirmação de estragos provocados diretamente pela passagem do tornado.
Mas a tempestade deixou sinais de violência.
A supercélula — uma formação carregada, capaz de produzir vento extremo, granizo e até tornados — castigou outras áreas do município com uma forte queda de granizo.
Horas depois, já de madrugada, um novo alerta.
Às 0h40 desta quinta-feira, Espigão Alto do Iguaçu, ( imagens no instagram GUARAPUAVA FATOS ) no Oeste do Estado, entrou na rota de outro tornado.
Desta vez, o cenário encontrado pelos técnicos ajuda a medir a dimensão do que passou por ali.
Em uma área de plantio, eucaliptos ficaram destruídos. Árvores que deveriam resistir por anos foram derrubadas, quebradas e espalhadas pela força do vento.
Agora, começa outra etapa.
A do levantamento.
Técnicos do Simepar analisam o rastro deixado pelo fenômeno: árvores arrancadas, estruturas atingidas, extensão dos danos e direção dos ventos.
É esse trabalho que vai definir a intensidade do tornado.
A classificação segue a Escala Fujita, um método que não se baseia apenas na imagem do funil no céu. O que determina a força é o que ficou no chão depois que ele passou.
E o alerta continua.
O Paraná está sob risco de novos temporais, com possibilidade de granizo, chuva intensa e rajadas de vento. O Inmet colocou centenas de municípios paranaenses sob alerta vermelho de grande perigo, incluindo Guarapuava, Francisco Alves e Espigão Alto do Iguaçu.
Quando a tempestade se forma, o tempo de reação é curto.
E, em um Estado que registrou dois tornados numa única noite, atenção deixa de ser precaução.
Passa a ser necessidade.