👀 Moradores de São Basílio presenciam nova ação policial em endereço ligado a drogas em Pitanga

                        IMAGEM ILUSTRATIVA 


Abordagem a veículo em frente a residência já conhecida pelo intenso fluxo de usuários resultou na apreensão de maconha e cocaína; carro foi recolhido por irregularidades administrativas.

 Às 17h45 de um domingo, quando o fim de tarde costuma devolver às cidades pequenas uma falsa sensação de calma, a rotina de São Basílio, em Pitanga — região Central próxima a Guarapuava — foi atravessada por um detalhe que não passou despercebido aos olhos da polícia.

Um GM Corsa Wind estaciona em frente a uma residência já conhecida pelo movimento constante de usuários de entorpecentes. A cena, para quem observa de fora, poderia parecer banal: um carro parado, dois homens dentro. Para quem patrulha aquelas ruas, o endereço fala antes mesmo que qualquer palavra seja dita.

No interior do veículo, dois ocupantes: um de 32 anos, outro de 24. A abordagem acontece. No bolso do passageiro, a primeira constatação: uma pequena porção de maconha, 4,3 gramas — quantidade suficiente para transformar uma tarde comum em registro policial. A busca no carro aprofunda o roteiro já conhecido. Debaixo do banco do passageiro, outra substância: cocaína, 0,4 grama. Pouco em peso, mas pesado no significado. A posse é assumida ali mesmo, sem rodeios.

A investigação avança até a casa em frente. Com consentimento do morador, um jovem de 21 anos, a equipe entra. Nenhum ilícito é encontrado. Nenhuma cena cinematográfica. Apenas o vazio de uma casa limpa e a confirmação de que, às vezes, o que existe é o que se carrega no bolso — não o que se esconde nos cômodos.

Os envolvidos são liberados no local. O usuário segue para a 3ª Companhia da Polícia Militar para a lavratura do Termo Circunstanciado. O carro, não. Por irregularidades administrativas, é recolhido ao pátio, como se o próprio veículo pagasse por estar no lugar errado, na hora errada.

Em São Basílio, naquele domingo, não houve perseguição, nem grandes apreensões. Houve apenas mais um retrato silencioso de uma rotina que se repete: endereços conhecidos, abordagens previsíveis, pequenas porções que sustentam um problema grande. Um fim de tarde que termina em papel timbrado, enquanto a rua volta ao seu silêncio — até a próxima abordagem.

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